Câmara Metropolitana define cinco eixos de atuação

A Câmara Metropolitana de Integração Governamental apresentou os cinco eixos estruturantes que servirão de base para a implantação do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro: Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação; Circulação, Transporte e Mobilidade, Meio Ambiente, Sustentabilidade e Resiliência; Polos de Desenvolvimento de Infraestrutura Econômica; Equipamentos Metropolitanos e Cultura e Lazer. As áreas foram propostas a partir de encontros entre especialistas, secretários e técnicos do Estado e dos 21 municípios da Região Metropolitana, além de representantes da sociedade civil e de concessionárias de serviços públicos. 

"O Plano Estratégico define a metrópole do futuro e as ações estruturantes que estados e municípios devem tomar para chegarmos a esse modelo. Foi apresentado um modelo polinucleado, com várias centralidades nos municípios e, partir daqui, podemos começar a apontar os investimentos em transporte, saneamento, habitação, atração de negócios e de investimentos privados, entre outras medidas, para construirmos uma metrópole mais equânime, equilibrada e integrada", explicou o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro.

Representando o consórcio vencedor da licitação para elaboração do Plano Estratégico, o arquiteto Jaime Lerner, destacou que a metrópole do futuro precisa integrar moradia, trabalho e mobilidade urbana.

"É preciso pensar em uma estrutura de crescimento em que cada cidade tenha sua importância e não haja centralização na capital. Em um trabalho como este, todas as propostas têm que ser levadas em consideração para criação de um plano que integre as cidades, principalmente quando vêm de uma equipe com grande experiência e diversos olhares, focada na proposta de fazer acontecer", afirmou o arquiteto.

Durante o encontro também foi assinado o contrato com a empresa Topocart, que fará o levantamento aerofotogramétrico, ou seja, fará o mapeamento aerofotográfico das áreas urbanas de toda a Região Metropolitana. Rio de Janeiro e de Niterói já possuem este instrumento, que possibilita a atualização do cadastro imobiliário e de infraestrutura, além do monitoramento da expansão urbana. O trabalho terá duração de 10 meses, com recursos financiados pelo Banco Mundial, através do programa Progestão II.