Servidores do INSS mantêm paralisação no Rio

Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do estado do Rio de Janeiro decidiram, por unanimidade, em assembleia nesta sexta-feira (24), manter a greve, que chegou ao 18º dia de paralisação. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev-RJ), servidores de 80% das Agências da Previdência Social (APS) do estado aderiram à greve.

Segundo comunicado a Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), divulgado hoje, a paralisação está presente em 26 estados do país, com mais de 80% de paralisação em mais de 1.100 APS do Brasil.

Balanço do Ministério da Previdência Social revela, porém, que das 1.605 agências do país, apenas 326 (20,3%) estariam paralisadas e 804 com funcionamento parcial. Segundo o informe, as unidades do INSS fizeram 67.456 atendimentos. Além disso, dos 32.487 servidores de carreira, só 4.136 (12,73%) aderiram à greve.  No entanto, esse número é apenas o de servidores que receberam falta por motivo de greve. A Central de Atendimento 135 está à disposição para informar quais agências estão funcionando, em que condições, de modo a orientar os cidadãos, assegura a nota do INSS.

A categoria reivindica reajuste salarial imediato de 27,3%, incorporação de gratificações, plano de cargos e carreiras, maior isonomia salarial e paridade entre ativos e aposentados e concursos públicos pelo Regime Jurídico Único para aumentar o número de servidores que, segundo o movimento, é insuficiente para garantir atendimento de qualidade à população.

Para o diretor do Sindsprev-Rj, Rolando Medeiros, o estado do Rio de Janeiro ainda não está respondendo à altura da greve nacional, e “nós precisamos da ajuda de todos os companheiros para construir uma greve forte e consolidada”.

A diretora do sindicato Janira Rocha considera que a greve nacional está muito forte e que a greve do estado precisa ser fortalecida. Para ela, falta mais mobilização dos servidores. “Para conseguirmos nossos objetivos, a greve precisa ter organização, unidade e mobilização. Mas nós ainda não estamos mobilizados”, ponderou.

O dirigente sindical Luiz Fernando Carvalho acredita que o caminho esteja na unificação de lutas das categorias. “É fundamental unificar as categorias em luta e os comandos de greve, ainda que as reivindicações sejam diferentes. O nosso caminho é a unificação”, destacou.