Operação do MP e polícias civil e militar prende suspeito da morte do prefeito de Paraty

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar participaram de uma operação conjunta na manhã desta terça-feira (21/7) para prender o suspeito do assassinato do prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, e do servidor público Sérgio José Mirandade, no dia 19 de maio. Uma pessoa foi presa, temporariamente, e ainda há três mandados de busca e apreensão emitidos pela Vara Única de Paraty.  

De acordo com a perícia técnica realizada pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (DDIT-CSI) do MPRJ, José Carlos Godoy Bustamante, preso temporariamente, teria sido o executor dos crimes. O suspeito aparece em câmeras de segurança em um bar e na porta da prefeitura, minutos antes do crime. As imagens foram disponibilizadas para a imprensa nesta terça (21), pelo MP. 

O prefeito foi atingido, por volta das 19 horas, quando deixava a prefeitura na companhia do servidor Sérgio José Miranda, no bairro Pontal. Os dois foram atingidos na cabeça por um motoqueiro que os aguardava do lado de fora do prédio e fugiu após os disparos.   

Os peritos analisaram as imagens de uma câmera de segurança instalada na prefeitura e a de um bar próximo ao local dos disparos. Na ação, que dura apenas alguns segundos, o suspeito é identificado com um capacete da cor vermelha e uma jaqueta com um detalhe luminoso. O mesmo homem foi flagrado pela câmera de segurança do bar 13 minutos antes do incidente. A análise das imagens foi acompanhada do depoimento de testemunhas e do trabalho de monitoramento feito por policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP - Volta Redonda) junto ao suspeito. Outro indício é a placa da moto utilizada pelo suspeito que, segundo testemunhas, estava dobrada. A perícia também identificou sinais de manipulação na moto de José Carlos.

Segundo os promotores do GAECO, a operação desta terça (21) faz parte da investigação que ainda não foi concluída, acerca da autoria do atentado. “A investigação realizada até o momento, tanto pelo Ministério Público como pela Polícia Civil, indica que outras diligências devem ser realizadas para a plena apuração do crime, mormente a oitiva do executor do atentado e de outras testemunhas, efetivação de busca e apreensão e juntada de peças técnicas, tudo visando apurar a autoria do bárbaro crime cometido”, descreve trecho do pedido enviado à Justiça.