Mulher baleada enquanto visitava túmulo do neto é sepultada no Rio

Célia Peixoto foi atingida por uma bala perdida durante confronto no Caju

A morte da empregada doméstica Célia Maria Peixoto, de 59 anos está sendo investigada pela Divisão de Homicídios do Rio. Célia foi vítima de uma bala perdida na tarde desta segunda-feira (1°), na Zona Portuária do Rio, no percurso que fazia para visitar o túmulo do neto, Alexsandro Lima, no Cemitério São Francisco Xavier, mais conhecido como Cemitério do Caju. O sepultamento de Célia Maria ocorreu na tarde desta terça-feira, no mesmo cemitério onde foi enterrado o corpo do neto.

O neto de Célia morreu há pouco mais de um ano em um acidente de moto, aos 14 anos, e a empregada doméstica ia visitar o túmulo no primeiro dia de cada mês. Célia estava acompanhada ainda pelos filhos Márcio Pinheiro Peixoto e Monique Peixoto Pinheiro quando começou um tiroteio e ela acabou sendo atingida.  De acordo com Monique, o tiro que atingiu a mãe teria partido dos policiais.

O início do tiroteio foi por volta das 15h, quando policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju abordaram um veículo com suspeitos em um local próximo ao cemitério. Os ocupantes do veículo reagiram e teve início a troca de tiros. Além de Célia, um homem identificado como Claudio da Silva, de 42 anos, também foi atingido ao passar pelo local. Com ferimento na região da barriga, Claudio foi encaminhado para o Hospital Municipal Souza Aguiar.

Até a manhã desta terça-feira (2), 11 pessoas já tinham sido ouvidas pela polícia. Entre os ouvidos, estavam seis PMs que trabalham na UPP do Caju, além de parentes da empregada doméstica, segundo  informações do delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa. “Os policiais militares foram acionados pelo rádio de que havia um Honda Fit que havia sido roubado. Na medida que eles foram abordar, os assaltantes reagiram e nessa troca de tiros a dona Célia foi atingida mortalmente”, afirmou o delegado.

De acordo ainda com Barbosa, um dos criminosos também foi atingido durante a troca de tiros e não resistiu aos ferimentos. O corpo dele teria sido deixado na Vila Esperança. A perícia encontrou marcas de tiros em árvores, postes e muros próximos ao local. Além disso, as armas dos PMs foram apreendidas e encaminhadas para a perícia.

*Do programa do estágio JB