Reunião da cúpula de segurança foi de "estratégias", afirma Beltrame

Foram passadas informações para que a policia civil e militar trabalhem em conjunto

Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame afirmou que a reunião programada para esta segunda-feira (1º) com os representantes das policias Civil e Militar foi “totalmente estratégica”.

Após a onda de ataques à policiais, alguns que resultaram em morte, o secretário de Segurança Pública convocou uma reunião com policiais civis e militares para esta segunda-feira (1º). A intenção da reunião é de articular ações de segurança visando conter os ataques.

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Beltrame afirmou ainda que a reunião tratou da questão da inteligência policial e do trabalho entre as policias civil e militar. “Algumas ações que precisamos conferir e confirmar. Acho melhor para todo mundo não comentarmos. Deixar que as coisas aconteçam. São questões estratégicas de inteligência, informações que as duas policias devem trabalhar de forma conjunta".

O governador Luis Fernando Pezão garantiu, na manhã desta segunda-feira, que está acompanhando de perto as investigações sobre os casos de ataques a policiais militares, enquanto acompanhava a cerimônia de formatura dos novos aspirantes a oficiais da PM, na Academia de Polícia Militar Dom João VI, em Sulacap. 

 “Já estamos perto de prender os assassinos. Quero que a sociedade saiba que, da minha parte, cada policial morto representa o aumento do efetivo policial nas ruas. A Polícia não vai sair das ruas. Nada nos fará recuar", destacou o governador, que ressaltou ainda que a segurança pública continua a ser a prioridade do Governo do Estado, mas que esta não é uma questão restrita à polícia. Para o governador, também é preciso investir em outras áreas, como infraestrutura e educação. 

Neste ano, mais de 100 policiais militares foram mortos em todo o estado do Rio. Apesar dos números, a polícia nega que exista qualquer tipo de ligação entre os crimes, e diz não acreditar que a ordem para a execuções tenham sido dadas por traficantes de dentro dos presídios.

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