Guardas municipais do Rio fazem manifestação pelo uso de armas de fogo

Centenas de guardas municipais do Rio de Janeiro fizeram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (3) em frente à sede da corporação, em São Cristóvão, pedindo o cumprimento da Lei Federal 13.022/2014, que diz respeito, também, ao uso de armas de fogo pela Guarda Municipal do Rio. A Avenida Pedro II, onde está localizada a sede da instituição, chegou a ficar parcialmente interditada.

Segundo a assessoria da Guarda Municipal, a corporação considerou o movimento um fato isolado, pois a cidade do Rio de Janeiro já fez sua opção em não utilizar armas de fogo e isto não será mudado. A assessoria também informou que, mesmo com a manifestação, não houve alterações na rotina operacional, com a presença normal de guardas em todas as suas unidades e que o ato causou estranheza, uma vez que a Guarda Municipal não recebeu solicitação por parte do sindicato para debater nenhuma proposta da categoria.

De acordo com a advogada do Sindicato dos Servidores Públicos do Município do Rio, Vanessa Palomanes, a manifestação reivindica outros assuntos além do uso de armas de fogo. "A lei determina que novos contornos sejam traçados para a Guarda Municipal. Pedimos segurança nas operações e, principalmente, segurança para os servidores no exercício de suas funções, bem como condições melhores de trabalho. Além disso, o comando da Guarda deve ser um servidor da corporação e não um capitão da Polícia Militar, como ocorre aqui no Rio".

A advogada disse ainda que a intenção da manifestação não foi causar transtornos. "Tivemos uma preocupação com o nosso efetivo para que não interferisse na rotina diária da corporação. Não foi feito nenhum movimento no sentido de greve e sim de paralisação em razão do período eleitoral".

Para a Guarda Municipal do Rio, as reivindicações do grupo não têm qualquer fundamento, “uma vez que todos os pontos levantados pelo movimento são ações prioritárias deste comando, com investimentos e ações concretas feitas nos últimos dois anos”. A corporação informou também que qualquer ato de indisciplina será considerado falta grave e o agente que a cometer estará sujeito a demissão.