Exame de DNA confirma que corpo encontrado em carro é de grávida desaparecida

Jandira desapareceu em 27 de agosto, quando foi levada para um aborto em clínica clandestina

O resultado de um exame de DNA comprovou que o corpo encontrado carbonizado dentro de um carro abandonado no bairro de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é de Jandira Magdalena dos Santos, de 27 anos. Ela desapareceu no dia 26 de agosto, após ser levada pelo ex-marido para fazer um aborto em clínica clandestina. A vítima estava grávida de quatro meses.

Ao tomar conhecimento do resultado do exame, a mãe de Jandira, Maria Ângela Magdalena fez um apelo as mulheres, para jamais optarem pelo aborto, citando mais um caso ocorrido em Niterói nos últimos dias. Maria Ãngela pediu justiça e disse que a família está sofrente muito com a "monstruosidade" contra Jandira, que segundo o laudo da perícia foi torturada e baleada na cabeça. A data do enterro ainda não foi definida pelos familiares. 

Em depoimento à polícia, o ex-marido de Jandira disse que cumpriu o combinado com os responsáveis pela clínica clandestina, deixando a grávida sozinha na Rodoviária de Campo Grande, também na Zona Oeste. Já à caminho da clínica, Jandira mandou uma mensagem via celular para o ex-companheiro, afirmando estar "em pânico" e que tinham mandado ela desligar o telefone. 

Os peritos colheram material genético da mãe da grávida para comparar com o corpo encontrado no carro, um dia após o desaparecimento de Jandira. Há um mês Maria Ângela aguardava pelo resultado. Nesse período, a polícia prender quatro pessoas suspeitas de integrar a quadrilha especializada em aborto clandestino. A prisão temporária do falso médico Carlos Augusto Graça de Oliveira, que teria feito o procedimento na grávida, já foi decretada, mas está foragido.

Segundo a Polícia Civil, os agentes devem retornar ainda nesta quarta (24) na casa onde funcionava a clínica clandestina. A polícia acredita que novas provas podem ser encontradas no local.