Shoppings do Leblon não abriram neste domingo por medo de "rolezinho"

Manifestantes se reuniram do lado de fora do estabelecimento

Com "rolezinho" marcado para a tarde deste domingo (19), o Shopping Leblon e o Rio Design Leblon, localizados no bairro da Zona Sul, não abriram suas portas. O evento organizado no Facebook, previsto para ocorrer às 16h, já reunia mais de 10 mil pessoas confirmadas. Com o fechamento do Shopping Leblon, os organizadores do evento realizaram uma votação na página da rede social para decidir onde seria realizado o novo "rolezinho. O mais votado, o Rio Design Leblon também decidiu não funcionar neste domingo (19). 

Segundo local mais votado, a casa do governador do Rio, Sérgio Cabral, também estava na lista de opções. No horário previsto para o ato, seguranças, guardas municipais e policiais militares rondavam os dois shoppings.

Mesmo com as portas do shopping fechadas, alguns manifestantes se reuniram na porta do Shopping Leblon. O estabelecimento conseguiu uma liminar na Justiça contra a realização do "rolezinho", com multa prevista em R$ 10 mil para cada manifestante, mas decidiu suspender seu funcionamento, "visando garantir  a segurança e o bem estar de seus clientes, lojistas e colaboradores", de acordo com o Grupo Aliansce, que administra o local. Notas em inglês e português foram colocadas na porta do shopping informando o fechamento do Shopping Leblon.

Do lado de fora, manifestantes criticaram o racismo e a segregação social empreendida nos shoppings. Com discurso de caráter político, os ativistas exibiam cartazes mencionando o Apartheid, além de criticar a Copa do Mundo de 2014 e o sistema capitalista.

No sábado (18), o "rolezinho" agendado para acontecer no shopping Ilha Plaza não conseguiu arrastar manifestantes para o local, que teve funcionamento normal durante todo o dia. O policiamento foi reforçado, mas os agentes não foram acionados. Em Niterói, o "rolezinho" no shopping Plaza Niterói teve um princípio de confusão, com manifestantes tentando entrar em lojas, e seguranças impedindo, além de correria no prédio. Assustados, muitos clientes do shopping entraram nas lojas. Cerca de 30 pessoas participaram. Eles tentavam entrar nas lojas alegando o direito de ir e vir, mas eram impedidos pelos seguranças. Muitos estabelecimentos fecharam as portas. 

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