Bombas e tumulto antes da votação do plano de carreira dos professores, no Rio

Os vereadores do Rio já estão reunidos no plenário da Câmara para a votação do Plano de Cargos e Salários dos professores da rede municipal de ensino, que acontecerá na tarde desta terça-feira (1/10). O presidente da casa, Jorge Felipe (PMDB), não permitiu a entrada dos representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE) para assistir a sessão. As senhas de acesso foram entregues diretamente aos vereadores quando eles chegavam ao local. Cada um teve direito a apenas um número. 

>>Clima tenso na Câmara para a votação do plano de carreira dos professores

O vereador Eliomar Coelho (PSOL) devolveu a sua senha em protesto à proibição da presidência da casa, não permitindo os professores acompanharem a votação do projeto da categoria. Para Eliomar, a votação continua na ilegalidade, já que mantém o caráter de "portas fechadas". "O que está acontecendo é uma imoralidade. As decisões devem ser tomadas com a participação das partes. Hoje eu estou aqui para protestar, contestar e manifestar contra um cenário que eu vejo acontecer pela primeira vez na Câmara, apesar dos meus muitos anos de casa", disse Eliomar. 

Do lado de fora da Câmara, os profissionais da rede municipal fazem uma grande manifestação em um trio elétrico. A principal via do Centro da cidade, a Avenida Rio Branco, continua interditada desde às 12h. Por volta das 14h houve um princípio de tumulto e policiais militares arremessaram duas bombas de efeito moral. Um grupo de professores da rede estadual de ensino, que fazia um protesto no Largo do Machado, zona sul, caminhou até a Cinelândia e se uniu aos professores do município, unificando o movimento.