Policiais militares fecham rua na lateral da Câmara de Vereadores do Rio

Rio de Janeiro – A Polícia Militar fechou os acessos da Rua Alcindo Guanabara, na lateral da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, no centro da cidade, onde professores da rede municipal de ensino estão acampados desde a madrugada de ontem (29). Cerca de 160 policiais, segundo a PM, participam da operação.

De acordo com o comandante do policiamento, major Pinto, a rua foi fechada para garantir a segurança do perímetro e a integridade física dos manifestantes. O major disse ainda que não há ordem para a retirada do acampamento.

O prefeito Eduardo Paes descartou, na manhã desta segunda-feira (30), que o Plano de cargos e salários dos professores, elaborado pelo município, seja retirado de votação na Câmara Municipal. O projeto foi encaminhado pelo poder Executivo municipal ao legislativo na quinta-feira(26), mas a votação foi suspensa depois que professores invadiram o plenário da Casa. A previsão é de que o plano entre na pauta de votação na terça-feira (1º).

"Os professores exigiram que eu enviasse o plano em 30 dias e exigiram que eu mandasse em regime de urgência. Cumpri exatamente o que eles exigiram. Agora, compete à Câmara. A gente tem que entender que as propostas tem que ser racionais. Não adianta acertar um salário que a prefeitura não poderá pagar", disse o prefeito.

Paes também comentou a desocupação da Câmara Municipal na noite de sábado, quando a polícia militar foi acusada de agir com truculência.

"É muito triste você ver professores invadindo o plenário do parlamento e as pessoas ocuparem o parlamento num estado democrático. Tem certas premissas da democracia que não podem ser feridas. E isso gera como consequência a desocupação do plenário. O bom é quando a gente senta e negocia", disse Eduardo Paes em entrevista à Rádio CBN nesta segunda-feira.

Os professores permanecem cercados pela Polícia Militar nas imediações da Câmara de Vereadores e gritam palavras de ordem contra o cerco. Os policiais militares permitem apenas a passagem de funcionários da Câmara pelo bloqueio. Quem trabalha nos escritórios da rua também está impedido de passar e protesta pedindo garantia do direito de ir e vir.

Os manifestantes estão acampados em nove barracas desde a retirada dos professores do plenário. A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, Marta Moraes, informou que não houve truculência policial do lado de fora da Casa.

Os professores estão acampados em dez barracas na lateral do Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo do Rio, após ação da Polícia Militar para a desocupação do plenário da Casa, na noite de sábado (28). Houve confronto e, segundo o sindicato, dois professores foram autuados e levados para a 5ª Delegacia de Polícia e quatro ficaram feridos.

Com Agência Brasil