Paes cita 'conjunto de inverdades' sobre greve de professores no Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), citou nesta segunda-feira o que considerou "um conjunto de inverdades" sobre a greve dos professores da rede municipal de ensino, que já dura  45 dias na capital fluminense. Além disso, o peemedebista ressaltou mais uma vez que não obrigará nenhum profissional a aderir ao plano de 40 horas semanais, um dos pontos de argumento do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe).

"O professor que trabalhar menos horas vai ter o seu salário equiparado (num plano de cinco anos)", explicou Paes em entrevista ao RJTV, da TV Globo. "O que a prefeitura quer é fazer concursos para professores que trabalhem 40 horas, porque a gente tem um plano de ensino integral. Há muita inverdade nesse processo. Ninguém vai ser obrigado a ser transferido para o sistema de 40 horas", completou.

O Sepe avalia que este plano, apresentado última quinta-feira, atende a apenas 7% da categoria. Foi justamente o fato de que os profissionais da rede “P1” (40 horas) seriam beneficiados em relação aos “P2” (que cumprem jornada de 22 horas semanais, por exemplo) que desencadeou a ocupação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro – no último sábado, a PM retirou à força mais de 100 professores que ocupavam o plenário, a pedido do presidente da Casa, o vereador Jorge Felippe (PMDB).

"Não houve nenhum tipo de problema lá dentro (da Câmara)", enfatizou Paes. "A partir do momento em que eles saíram, outras pessoas se juntaram.  Não se pode ferir o regime democrático", complementou.

O prefeito do Rio de Janeiro afirmou ainda que “há uma intransigência por parte do sindicato”, uma vez que a Prefeitura já se reuniu com o Sepe em dez oportunidades – “somente eu, já participei de três encontros". "Há um conjunto de inverdades, para não dizer mentiras. O último argumento foi que o plano de cargos de salários foi mandado em regime de urgência. Eles que me pediram para encaminhar até o dia 17", deixou claro.