Ministério dos Direitos Humanos passa a investigar caso Amarildo 

Bancada do Rio fez pedido formal sobre intervenção

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República aceitou intervir nas investigações do caso Amarildo. Liderados pela deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), a bancada de parlamentares fluminenses entregou nesta quarta-feira (25) um pedido formal à ministra Maria do Rosário para realizar investigação paralela no desaparecimento do ajudante de pedreiro, no Rio. O documento contém 37 assinaturas de deputados federais e senadores do estado. 

De acordo com técnicos da Secretaria, a apuração paralela pelo órgão ajudará a apontar as causas do desaparecimento e da provável morte de Amarildo, aumentando a pena dos acusados sob a ótica da violação de direitos humanos. 

O trabalho do ministério se dará também no acompanhamento do inquérito e, se necessário, pedir revisões de investigação ao delegado responsável. 

De acordo com Jandira, que coordena a bancada do Rio, "o caso Amarildo tem angustiado a família do trabalhador e toda a população fluminense. É mais grave ainda quando um dos principais acusados na investigação é a Polícia Militar, braço do Governo do Estado. A chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, tem feito um trabalho exemplar, mas precisamos que forças nacionais possam intervir e realizar apurações paralelas, para agilizar todo procedimento e buscar a verdade com neutralidade", complementa a parlamentar.