Professores municipais se reúnem com liderança da Câmara dos Vereadores

Categoria busca mudança no plano de carreira proposto pela Prefeitura na semana passada

Os profissionais de educação da rede municipal se reúnem na tarde desta segunda-feira (23) com a liderança da bancada da Câmara Municipal do Rio, o vereador Jorge Felippe (PMDB), nas instalações da Casa. O objetivo é conseguir apoio dos políticos e a não aprovação da proposta do plano de carreira apresentada pela Prefeitura na terça-feira passada (17). De acordo com os profissionais, o documento não contempla todas as reivindicações da categoria e diz respeito a menos de 10% dela. 

Ainda na tarde desta segunda-feira, após a ida à Câmara, os profissionais se reúnem com representantes da Secretaria Municipal de Educação e com o secretário Municipal da Casa Civil, Pedro Paulo, para levar o resultado do encontro com os vereadores e rediscutir a proposta do plano de carreira e salários. 

Greve na rede estadual segue sem perspectiva 

Já os profissionais da rede estadual de ensino terão nova assembleia na quinta-feira (26/9). Eles vão decidir os rumos da greve e as reivindicações da categoria, que incluem o pedido de aumento salarial de 20% e melhores condições de trabalho. Até o momento, o governo não esboçou nenhuma predisposição ao diálogo com os profissionais, que seguem sem respostas da Secretaria Estadual de Educação.

Manifestação no domingo (22) passou pela casa de Cabral 

Uma manifestação tomou conta da orla da zona sul da cidade neste domingo (22). Cerca de 150 profissionais das redes estadual e municipal do Rio caminharam em frente à rua onde mora o governador Sérgio Cabral, no Leblon. O ato seguiu até Ipanema. A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), Susana Gutierrez, disse que a manifestação teve o objetivo de mostrar a pauta de reivindicações à população. “O prefeito Eduardo Paes vai à imprensa, a todo instante, dizer que os alunos são prejudicados com a nossa greve. Mas nossos alunos já são prejudicados porque não têm direito a uma educação de qualidade”, ressaltou ela.