Atendimento precário nos postos municipais de saúde

Falta de médicos e demora no atendimento nas unidades

A demora para marcação de consultas e a falta de médicos em vários postos municipais de saúde são as principais queixas da população do Rio com relação a essas unidades de saúde. Como consequência desses problemas, os pacientes esperam em alguns casos por vários meses para marcar uma consulta. Entre os mais problemáticos está o Centro Municipal de Saúde Renato Rocco, no Jacaré, que além dos problemas no atendimento tem instalações extremamente precárias.

“Essa é a quarta vez que venho aqui e não consigo ser atendida”, reclama a doméstica Eugenia de Oliveira, com problemas de pressão alta e ressaltando que em todas as vezes que foi ao posto perdeu o dia de trabalho. O posto também vinha tendo problemas com o telefone para informações, o que obrigava os pacientes a comparecer ao local, mesmo se não fosse possível ser atendido. Os pacientes reclamam da sujeira no local e da possibilidade de proliferação de doenças. Já houve casos de se encontrar fezes de ratos em locais onde são feitos os atendimentos e nenhuma providência foi tomada.

Outro posto problemático é o Centro Municipal de Saúde Antonio Ribeiro Neto que atende pacientes de várias partes do Rio pelo fato de estar localizado no centro da cidade. Muitas vezes as filas começam a ser formadas ainda de madrugada e ao iniciar o atendimentos o cansaço e a longa espera se completam com a frustração de não ser atendido. A falta de atendimento e de médicos contrasta com a descrição do programa “Saúde da Família” no site da Prefeitura que promete equipe de profissionais integrada aos moradores e à comunidade; atendimento médico e de enfermagem; exames laboratoriais, vacinas, curativos e injeções; Organização de encaminhamentos a especialistas e internações, o que não corresponde à realidade.