Ato em Copacabana cobra respostas para o caso Amarildo

Pedreiro, morador da Rocinha, está desaparecido desde 14 de julho, após ser revistado pela polícia

A ONG Rio de Paz realizou na manhã desta quarta-feira (31) um protesto em apoio a família do pedreiro Amarildo de Souza, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio.  

Dez manequins foram vestidos com manto branco e com máscaras, simbolizando a incerteza e a insegurança que vive a família de Amarildo e a perda da identidade. Eles foram expostos em frente a tapetes vermelhos, que representam o sangue derramado por vitimas da violência, que na maioria das vezes são torturadas.

Em seguida, voluntários da ONG enterram nas areias os manequins em protesto pelo desaparecimento de Amarildo, além dos mais de 134 mil desaparecimentos de pessoas não esclarecidos em seis anos. 

Os bonecos sepultados simbolizavam também cemitérios clandestinos que, segundo o fundador e coordenador da ONG, Antonio Carlos Costa, existem em grande número no estado. Ele cobra maior rigor das autoridades nas investigações das mortes suspeitas.

Amarildo

Amarildo de Souza desapareceu no dia 14 de julho da comunidade da Rocinha, após passar por uma revista por policiais da UPP no local. Ainda hoje, peritos do Instituto Carlos Éboli vão colher material genético de um dos filhos do pedreiro, para investigar se o sangue encontrado em uma das viaturas da UPP é de Amarildo. 

>> Corpo encontrado na Rocinha não é de Amarildo 

Elisabeth, mulher da vítima, deve prestar depoimento hoje no Ministério Publico, na ação impetrada pelo deputado estadual Geraldo Pudim, pedido investigação do caso. 

Segundo Antonio Carlos Costa, presidente do Rio de Paz, do ano 2007 ate maio de 2013 foram registrados mais de 134 mil casos de desaparecimentos de pessoas que possivelmente foram executadas, segundo pesquisa do ISP. Antonio destacou que especialistas em segurança publica afirmam que 92% desses casos não são esclarecidos. "Não tem como o povo não ir para as ruas depois de informações tão alarmantes", disse Antonio.