RJ: Cabral diz que família não vai mais usar helicópteros do Estado

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, solicitou que a Secretaria da Casa Civil, em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado, elabora um protocolo para o uso de helicópteros pelos chefes do Executivo, Legislativo, secretários de Estado e presidentes de empresas públicas. A informação, divulgada pelo governo do Rio por meio de nota, aponta que as regras serão estabelecidas nesta semana e “divulgadas assim que forem finalizadas”.

De acordo com a nota, as novas regras “serão elaboradas serão elaboradas de acordo com as exigências de segurança dos titulares de cargos públicos”. Até que o novo protocolo seja definido, Cabral não utilizará as aeronaves para o transporte de familiares.

Voos polêmicos

Os questionamentos sobre a utilização dos helicópteros do governo do Rio de Janeiro começaram após a publicação de uma reportagem da revista Veja, que apontou viagens do governador para atividades particulares nos fins de semana a fim de se deslocar para Mangaratiba, na região sul fluminense, onde tem uma casa de praia.

"Não sou o primeiro a fazer isso no Brasil, outros fazem também, e faço de acordo com o cargo que ocupo. Não estou fazendo nenhuma estripulia, não é nenhuma novidade", disse o governador diante das acusações. Cabral ressaltou que outros governadores têm até avião, o que não é o seu caso.

Na ocasião, o governador afirmou ainda que ficou “chateado” com a foto publicada pela revista em que aparece seu filho, duas babás e um cachorro utilizando o helicóptero, segundo ele, como se estivesse cometendo alguma irregularidade.

“Eu me transporto com a minha família quando saio do trabalho e vou para essa casa em Mangaratiba. E rodo o Estado inteiro na aeronave. Não só eu como os secretários de Estado, os subsecretários, os presidentes de empresas, o comandante da PM, a chefe da Polícia Civil. Então, realmente não consigo compreender”, disse.

O uso da aeronave contribuiu para o crescimento de diversas manifestações em frente à casa do governador. Algumas delas terminaram em confronto com a Polícia Militar e com pessoas detidas.