Polícia Civil divulga nota sobre prisão de manifestante durante evento com papa

A Polícia Civil divulgou nota oficial sobre a polêmica prisão de Bruno Ferreira Teles, na última segunda-feira, em frente ao Palácio Guanabara, durante evento com a participação do papa Francisco. Bruno foi acusado de atirar um coquetel molotov nos policiais, mas depoimento do PM que o prendeu revelou que o rapaz nem sequer tinha mochila.

Segundo a nota da Polícia Civil, Bruno foi preso em flagrante, no dia 22 de julho (segunda-feira), por empregar artefato incendiário. Ele foi autuado no artigo 16, parágrafo único, inciso III, do Estatuto do Desarmamento, que consiste em punir quem "possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar".

Ainda de acordo com a nota, a prisão de Bruno na 9ª DP (Catete) ocorreu com base em depoimento de policiais militares. Um dos policiais militares afirmou ter visto quando manifestantes acenderam um coquetel molotov e o entregaram a Bruno, que o lançou contra a tropa de PMs. Ainda segundo declarações do PM, Bruno recebeu ordens para parar, mas resistiu à prisão e tentou fugir correndo.

>> Depoimentos mostram que manifestante preso não tinha artefatos explosivos

"Imediatamente após o término da confecção do Auto de Prisão em Flagrante, a Polícia Civil comunicou o fato ao juízo do plantão judiciário que confirmou a prisão em flagrante de Bruno. É importante destacar que mesmo com a concessão do habeas corpus por parte da Justiça, Bruno está em liberdade provisória e, caso seja denunciado pelo Ministério Público, continuará a responder pelo crime pelo qual foi autuado", acrescenta a nota.

A Polícia Civil esclarece ainda que, em nenhum momento, atribuiu a Bruno a posse de onze coquetéis molotov que foram apreendidos durante a manifestação. Com Bruno, a polícia apreendeu dois braceletes feitos de placa de alumínio.