Protesto no Centro tinha mais policiais que manifestantes

Após quebra-quebra no Leblon, PM mobiliza quantidade desnecessária à manifestação desta sexta (19)

Em novo protesto marcado para a tarde desta sexta-feira (19), na porta da sede do jornal O Globo, o aparato policial mobilizado para o local era desproporcional à quantidade de manifestantes presentes. Por outro lado, na quarta-feira, quando pessoas foram ao Leblon pedir a saída do governador Sérgio Cabral, as cenas de destruição de estabelecimentos do bairro ao final do protesto demonstravam a ausência de policiamento nos locais de vandalismo e saques. A manifestação de hoje tinha como objetivo alterar o nome da Rua Irineu Marinho, onde fica o prédio do jornal, para Rua Leonel Brizola.

Enquanto não passava de 30 o número de manifestantes, aproximadamente 50 PMs faziam a segurança do local. Na esquina da Irineu Marinho, cerca de 15 policiais estavam a postos atrás de uma viatura. Mais à frente, ao lado do prédio do “Balança”, onde ocorria a concentração do protesto, duas viaturas com mais 20 policiais aproximadamente se posicionaram. Ainda havia mais outras duas viaturas, na Av. Presidente Vargas, logo depois do “Balança”.

Diferentemente das demais manifestações, o evento de hoje assemelhava-se mais com um movimento partidário, neste caso do PDT de Leonel Brizola. Os militantes pretendiam colocar o nome do ex-governador do Rio de Janeiro na rua da sede do O Globo, pois eles o enxergavam como um político que “lutava pela democratização da mídia”. Pessoas discursavam diante de um carro de som em um protesto totalmente pacífico, o que tornava a quantidade de policiais desnecessária.

No protesto em frente ao prédio de Sérgio Cabral, o aparato policial também era grande, chegando a assustar quem transitava pelo local. Contudo, assim como nas demais manifestações, tamanha mobilização não se mostrou eficiente como garantia de segurança dos moradores e do comércio do Leblon, explicitando, mais uma vez, o despreparo da Polícia Militar do Rio de Janeiro.