Manifestantes fazem nova passeata rumo ao Maracanã

Milhares de manifestantes fazem, na tarde deste domingo (30), um novo protesto nas imediações do Maracanã. Pela manhã, cerca de 5 mil ativistas marcharam da Praça Saens Pena até as proximidades do estádio, onde foram barrados pelos policiais. Nesta tarde, novamente eles seguiram da praça para o Maracanã. Às 19 horas, Brasil e Espanha se enfrentam no estádio, pela decisão da Copa das Confederações.

Ao contrário do clima pacífico da manhã, a situação está tensa na Tijuca esta tarde. Um princípio de tumulto chegou a ser registrado na esquina da Avenida Gabriela Prado Maia Ribeiro, na Tijuca. Policiais tentaram conter os manifestantes, mas não houve registro de bombas. 

Moradores de prédios acenderam e apagam as luzes em sinal de apoio aos manifestantes. Muitos colocaram cartazes nas janelas.

Por volta das 18h, os milhares de manifestantes  chegaram ao grande bloqueio formado por agentes de segurança pública nos entornos do estádio. "Ei, polícia, não esquece que o (governador Sérgio) Cabral te paga mal", gritavam em uníssono os presentes, alguns deles mascarados. 

Cerca de uma hora antes da final da Copa das Confederações, três fileiras de agentes de segurança aguardavam a manifestação que se deslocava rumo ao estádio. A primeira era formada apenas policiais militares, cerca de 300; a segunda, formada por homens da Força Nacional de Segurança, 150; a terceira, por homens do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ações com Cães, com 50. 

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Ato pacífico pela manhã

Pela manhã, cerca de 5 mil ativistas fizeram um protesto pacífico, saindo da Praça Saens Pena e seguindo até as imediações do Maracanã. Um forte contingente de policiais impediu o acesso dos manifestantes ao estádio, mas não houve conflito. 

A ideia era chegar ao estádio antes das 13h, horário marcado para que o bloqueio fosse colocado nas proximidades do Maracanã. Porém, por conta da antecipação do protesto, a barreira foi colocada meia hora antes, às 12h30. Os manifestantes foram contidos pela Polícia Militar e soldados do Batalhão de Choque bloquearam o acesso, equipados com armas de efeito moral. Os policiais também bloqueiam outras ruas que dão acesso ao Maracanã.

Não houve registro de incidentes no protesto da manhã. Com a ajuda do Caveirão - carro blindado utilizado para operações em zonas dominadas por traficantes - e de policiais do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a segurança foi reforçada. Um helicóptero da PM também sobrevoou o local.

Os manifestantes distribuíram panfletos dando orientações sobre o que fazer caso houvesse tumulto. O texto contém dicas, como não correr, não tirar a camisa, manter a calma, e ainda ensina o que fazer para minimizar os efeitos do spray de pimenta, como não esfregar os olhos e não engolir a saliva.

Por sua vez, a PM também distribui panfletos aos ativistas pedindo paz e destacando que a polícia está ali para proteger as pessoas.

Os participantes da mobilização portavam bandeiras e cartazes com várias reivindicações, entre elas mais investimentos em saúde e educação públicas. Eles também gritavam palavras de ordem contra a privatização do Maracanã, os gastos e as remoções feitas por causa da Copa do Mundo de 2014.