No Rio, policiais federais fazem manifestação por reestruturação da carreira

Rio de Janeiro - Agentes da Polícia Federal (PF) fizeram na manhã de hoje (28) uma manifestação contra a corrupção e em defesa da reestruturação de carreira de nível superior – escrivães, papiloscopistas e agentes. O protesto ocorreu em frente ao prédio da PF, na Praça Mauá, zona portuária do Rio.

A presidenta do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro (SSDPF-RJ), Valéria Manhães, informou que a reivindicação pelo enquadramento salarial com a reestruturação de carreira para ensino superior já existe há seis anos.

“Os agentes, escrivães e papiloscopistas sempre se preocuparam em oferecer o melhor trabalho para o Brasil. E isso sempre englobou o problema da corrupção no país. Para você entrar na Polícia Federal você precisa de nível superior. Entretanto, até agora, as nossas atribuições estão em uma portaria de 1989 que não contempla o nível superior”, explica.

Ainda segundo Valéria Manhães, há uma exigência também por reajuste salarial. “Desde 2009 que os agentes, escrivães e papiloscopistas não tem nenhum tipo de reajuste salarial, enquanto delegados e peritos receberam. A gente ainda não está falando em greve”, disse. “Possivelmente teremos paralisações pontuais no decorrer do mês de julho”, completou.

Os agentes colocaram cartazes com o fundo preto e letras amarelas pedindo a reestruturação da carreira dos escrivães, papiloscopistas e agentes e pediam, ainda, o maior combate à corrupção, em frente a sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro. A ação faz parte do calendário de mobilização nacional, definido pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

Agentes, escrivães e papiloscopistas entraram em greve em agosto do ano passado. Em setembro, policiais federais realizaram um ato nacional pedindo a reestruturação da carreira de nível superior. Em outubro, após 70 dias de greve, os policiais, mesmo sem acordo com o Ministério da Justiça, suspenderam a greve.

O Ministério da Justiça ainda não se pronunciou sobre as manifestações da Polícia Federal e suas reivindicações.