RJ: Justiça muda prisão de acusados de saque de flagrante para preventiva   

A Justiça do Rio converteu a prisão em flagrante para preventiva de nove acusados de terem saqueado e depredado a concessionária de carros Hyundai, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, na sexta-feira passada.

O episódio ocorreu após uma manifestação pacífica no bairro. Na ação dos vândalos houve furto de equipamentos da loja, além da destruição de 45 carros por pedras e golpes de barra de ferro, sendo 30 novos e 15 usados.

De acordo com o juízo da 36ª Vara Criminal do Rio, 'entendo, excepcionalmente, que há perigo para a ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e para a aplicação da lei penal geradas pelo estado de liberdade do acusado. Diante das circunstâncias apontadas, vislumbra-se perigo concreto e não risco genérico de reiteração de delitos pelo imputado', destaca a decisão.

Os indiciados são: Aleksandro Xavier da Conceição, de 26 anos, Alex Rosa da Conceição, 18, Matheus Teixeira de Aguiar, 18, Francisco de Assis Lemos da Silva, 19, Alexander Menezes de Carvalho, 19, Yuri de Melo Mota, 20, Romário da Silva dos Santos, 19, Jeferson Nilson Barbosa de Souza, 25 e William Costa Sobral, de 21. Todos foram indiciados por formação de quadrilha, furto qualificado, dano ao patrimônio e corrupção de menores.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.