Lojas da Zona Sul do Rio fecham temendo protesto na Rocinha

O policiamento nas imediações da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi reforçado na tarde desta terça-feira. Uma manifestação foi convocada por grupos de moradores da comunidade, na esteira dos protestos que tomam conta das ruas do país. Os manifestantes prometem deixar a Rocinha às 18h30, seguindo pela Avenida Niemeyer, até a casa do governador Sérgio Cabral, no Leblon, onde um grupo está acampado desde a noite da última sexta-feira.

O shopping Fashion Mall, um dos mais caros do Rio, e que fica a cerca de 500 metros da Rocinha, foi todo cercado por tapumes. A administração teme que ocorram atos de vandalismo por parte de alguns manifestantes. Parte do comércio do Leblon e da Gávea também fechou as portas mais cedo. Algumas empresas com escritório na região liberaram os funcionários antes do fim do expediente.

Um grupo de cerca de 300 manifestantes, na grande maioria formada por moradores da Rocinha, já se concentrava em frente ao centro de assistência social local por volta das 17h40. Entre eles, estava o ajudante de pedreiro Genilton Marques, 29 anos, que disse que pleiteava melhores condições de vida, especialmente em relação à saúde e educação. "As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) aqui na Rocinha estão atrasadas. O povo tem que ir pra rua lutar por seus direitos. De forma pacífica, sempre", afirmou.