UPP da Rocinha cria serviço de atendimento para moradores

A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha vem inovando para estreitar ainda mais o relacionamento com a comunidade. Há dois meses, uma soldado liga para os moradores para perguntar sobre o tratamento que receberam dos agentes durante uma ocorrência. Batizada de Pós-atendimento, a iniciativa tem o objetivo de ouvir críticas, sugestões e aprimorar o atendimento. 

Até agora, o retorno tem sido satisfatório: de 100 ligações, apenas duas pessoas não foram receptivas.

"Antes da UPP, a polícia entrava e saía, sem criar vínculo. Falo para eles que não estamos aqui de passagem. Foram 40 anos nas mãos do poder paralelo, ainda há receio, mas o Pós-atendimento vai contribuir neste processo de aproximação", afirmou o comandante da unidade de polícia, major Edson Santos.

Para viabilizar o serviço, os policiais anotam nome, telefone e e-mail dos moradores que precisaram dos agentes. Cabe à soldado Dezia Juliana entrar em contato e saber se a postura dos colegas foi aprovada. Os detalhes do caso e a nota de 0 a 5 são registrados no livro do Pós-atendimento. Mas, às vezes, a ligação vai além.

"Pergunto se estão bem, o que acharam dos policiais e se precisam de algo. Ficam tão felizes de receber a ligação que contam histórias, choram. Pareço até psicóloga. Tem dado muito certo. Uma moradora até ofereceu um almoço aos policiais que a levaram à UPA (Unidade de Pronto Atendimento)", contou Dezia.

De acordo com o comandante, a proposta é reunir um número maior de avaliações para criar relatórios, conhecer o que está acontecendo de errado e definir mudanças necessárias. Um segundo passo será informatizar os dados e começar a visitar os moradores também.