Ex-secretários homenageiam 30 anos do governo Brizola no Rio

Seguidores do líder gaúcho promovem seminário no Centro e celebração

Na noite desta sexta-feira (15), o Movimento de Resistência Leonel Brizola (MRLB) homenageia a posse do governador gaúcho no Estado do Rio, que completa 30 anos, com o seminário 15 de março, 30 anos atrás: um novo brilho no Rio – o governo Brizola. Quem abre o encontro, realizado na Rua Sete de Setembro, 112º andar,  é o ex-secretário de Justiça do primeiro governo Brizola, Vivaldo Barbosa, com as palestras As delicadas relações com o governo federal e Direitos Humanos, direito à posse da terra, a partir das 17h.

Até as 19h45, serão alternadas as palestras  por um time de ex-secretários dos governos Brizola. Uma luz na escuridão, por José Maurício, ex-secretário de Minas e Energia,; Cada família, um lote, por Carlos Alberto de Oliveira, o Caó, presidente do sindicato dos Jornalistas de 1981 a 1984; Fazer obras sem dinheiro, por Luiz Alfredo Salomão, ex-secretário de Obras: Implantação do Ciep, por Laurinda de Miranda Barbosa, idealizadora dos Cieps junto com Darcy Ribeiro; Sobrevivência financeira na crise, por César Maia, ex-secretário de Fazenda; Inovações na saúde, por  Eduardo Costa, secretário de Saúde e  João Leonel e Planejamento no Governo Brizola, pelo ex-secretário da Planejamento, Teodoro Buarque.

O evento termina às 20h, com visita à Brizolândia, seguido por uma celebração no Amarelinho, ambos na Cinelândia.

Trajetória

Segundo informações do Jornal do Gaio, Brizola se tornou o inimigo número um do regime militar em 1961, ao deflagrar a “Cadeia da Legalidade” no comando de 104 emissoras do sul do país para garantir a posse de Jango com a renúncia de Jânio Quadros, em meio aos boatos de bombardeio do Palácio Piratini cercado por barricadas. 

Ao voltar de um exílio de 15 anos, foi eleito governador do Rio de Janeiro, derrotando a herdeira do lacerdismo - Sandra Cavalcanti -, e do chaguismo - Miro Teixeira -, além do candidato apoiado pela ditadura - Moreira Franco. Na eleição ocorreu a primeira tentativa de fraude eletrônica na contagem de votos ocorrida no Brasil, através da Proconsult, empresa particular que tinha em seus quadros agentes do SNI que viam Brizola como uma ameaça à redemocratização. Foi governador do Rio por duas gestões.

Deputado estadual, federal, prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul, sofreu sua maior derrota ao não conseguir realizar o sonho pelo qual lutou durante toda a vida: ser presidente da República.