Já chegam a 33 toneladas o número de peixes retirados da Lagoa

No fim desta tarde de quarta-feira (13) a quantidade de peixes mortos recolhidos da Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio, alcançava a marca de 33 toneladas. 

A mortandade de peixes que começou na última terça-feira (12), na Lagoa Rodrigo de Freitas, se intensificou nesta quarta-feira (13). O espelho d'água da lagoa mais famosa da cidade foi coberto por peixes mortos, além de crustáceos como caranguejos e camarões. Savelha, manjubinha e acará são as principais espécies encontradas, por serem espécies mais sensíveis a mudanças de condições do ambiente aquático.

O Instituto estadual do Ambiente não se pronunciou sobre o assunto. A coleta dos peixes está sendo feita desde o início da manhã desta quarta por garis da Comlurb, inclusive no entorno da Lagoa. O mesmo problema aconteceu no mesmo período do ano passado. A Comlurb informou ainda que fará a retirada dos peixes até que seja sanado o problema.

Prefeitura diz que causa são as chuvas

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente(SMAC) informou, em nota, que a Lagoa Rodrigo de Freitas é monitorada 24 horas por dia. Segundo o órgão, a cada hora, a boia que fica no meio da lagoa emite boletins que são analisados em tempo real. De acordo com a secretaria, a população tem acesso às informações diariamente, no site do órgão e na própria lagoa, onde bandeiras de cores verde, amarela e vermelha, indicativas de qualidade, são hasteadas.

Sobre a mortandade desta semana, a secretaria esclarece que as fortes chuvas causaram o problema. O temporal provocou o desague de águas pluviais que levaram matéria orgânica para a Lagoa. Esta matéria orgânica, para se decompor, usa o oxigênio dissolvido, levando a zero e causando mortandade. A secretaria de Meio Ambiente informa que ainda estamos com zero de oxigênio neste momento.