Supervalorizados, hotéis do Rio têm ocupação de 95% no Carnaval

Quem ainda não reservou um quarto de hotel para o Carnaval carioca talvez tenha que mudar de planos. A procura foi enorme e, segundo a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), 95% dos quartos já estão reservados. 

O presidente da Riotur afirma que a cidade espera receber 900 mil turistas durante a maior festa do Brasil. “O Carnaval do Rio se firmou como um dos maiores eventos do ano para a cidade. A procura por hotéis chega a ser maior do que no Réveilon, que é só uma noite e também é uma festa marcante, escolhida como a melhor do mundo pelo World Travel Guide”, explicou Antônio Pedro Figueira de Mello.

Quem ainda não fez sua reserva pode ter de esvaziar a conta bancária para conseguir estar no Rio de Janeiro durante os cinco dias oficiais de Carnaval. Um quarto em hotel quatro estrelas em Copacabana chega a custar R$ 5 mil para o período. Se o turista quiser garantir certas regalias como transporte exclusivo ao sambódromo, o preço pode chegar a R$ 14 mil num hotel que se diz cinco estrelas, mas nem é dos mais tradicionais.  

A prefeitura não recebeu denúncias de cobranças excessivas do setor hoteleiro no período, mas reconheceu que a supervalorização da hospedagem e do preço dos imóveis é uma realidade. “O Rio vive um momento de renascimento e os valores realmente estão ficando excessivos. Mas esta é uma consequência normal. Logo a economia da cidade vai se estabilizar. Durante a Rio+20 fizemos reuniões com o setor hoteleiro e conseguimos diminuir um pouco os preços das diárias. Se recebermos denúncias, vamos intervir”, garantiu Figueira de Mello. 

Além da tradicional festa das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, o Carnaval de rua ganhou importância na cidade nos últimos anos. Ano passado, os blocos atraíram 4 milhões de foliões para as ruas. Em 2013, a expectativa é que este número aumente 50% e chegue aos 6 milhões. O que também causa reclamação dos moradores da cidade, principalmente da zona sul, onde desfila a maior parte dos 492 blocos.  

“É claro que no Carnaval vai ter muita gente feliz na rua e muita gente infeliz em casa. Faz parte. O que as pessoas precisam entender é que se trata de uma festa muito importante para a economia da cidade. Muita gente tem emprego e tira o seu sustento do Carnaval. E a prefeitura não coloca os blocos na rua. A gente tenta organizar para que o transtorno seja o menor possível”, disse Figueira de Mello.