Prefeitura de Caxias espera liberação de verbas para pagar aluguel social

As famílias desabrigadas pelo temporal do último dia 3 em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ainda não estão recebendo o aluguel social. De acordo com o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, elas estão dependendo do repasse de R$ 30 milhões pedido ao Ministério da Integração Nacional. O dinheiro também será usado na recuperação da infraestrutura das localidades atingidas pela enxurrada.

"Não estamos fazendo o pagamento [do aluguel social], porque estamos dependendo da liberação do dinheiro pelo Ministério da Integração Nacional. Além disso, após a constatação de risco de desabamento, a Defesa Civil emitirá um laudo que dará o direito à pessoa a formalizar nos órgãos envolvidos o recebimento do aluguel social", disse.

O prefeito também informou que, até o momento, a Defesa Civil interditou 44 casas às margens do rio Capivari que estão sob risco iminente de desabamento. As famílias foram levadas para os abrigos do município.

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Cardoso pediu que a população continue com a doação de alimentos não perecíveis, água, material de limpeza e de higiene pessoal. As doações podem ser entregues na Associação dos Servidores do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), na rua Pastor Manuel Alves de Souza, 1.028, em Xerém, diariamente, das 8h às 18h.

O prefeito disse ainda que cerca de 4 mil vacinas antitetânicas já foram aplicadas e 150 pessoas conseguiram retirar a segunda via de documentos, como identidade e certidão de nascimento. A Secretaria Estadual de Saúde também montou um centro de reidratação com capacidade de atender 300 pessoas com diagnóstico de dengue.

Histórico de deslizamentos

Em janeiro de 2011, a Baixada Fluminense enfrentou a maior tragédia climática da história do Brasil. Foram 918 mortos e mais de 215 desaparecidos após as fortes chuvas que atingiram sete municípios da região. As cidades mais atingidas foram Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Bom Jardim, Areal, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

No ano anterior, em 2010, uma série de deslizamento deixou 30 mortos em Angra dos Reis nas primeiras horas do dia 1º de janeiro. O deslizamento de uma encosta atingiu uma pousada e sete casas na Ilha Grande, matando pelo menos 19 pessoas. No continente, 11 pessoas morreram em outro desmoronamento.