Uenf entra em greve e estudantes realizam protesto na Alerj

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) entrou em greve novamente nesta terça-feira(4). Estudantes e professores da universidade realizaram um protesto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para reivindicar o plano de Dedicação Exclusiva (DE) aos professores. A última greve foi suspensa em 19 de outubro depois de mais de dois meses de paralisação.

Cerca de 80 estudantes ocuparam a escadaria da Alerj em apoio aos professores da universidade.  Eles esperam sensibilizar os parlamentares a pressionar o governo para negociarem.  

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), Raul Palacio pede que o governo cumpra o compromisso firmado durante a última greve e estabeleça um plano de Dedicação Exclusiva igual ao oferecido aos professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“A Uerj conseguiu a DE este ano. Eles não tinham e agora os professores receberão 65% a mais pela DE. Pedimos uma proposta igual”, conta o docente.

De acordo com Raul, a reitoria apresentou aos professores da Uenf o mesmo projeto oferecido a Uerj. O governo prometeu uma resposta em 21 dias e o prazo se esgotou na última semana sem uma resposta. Uma assembleia, então, foi convocada e ficou determinada nova greve.

Raul explica que a Uenf recebe o menor salário da categoria e essa condição afasta cada vez mais os professores da universidade. “Não estamos na capital, estamos no interior e com o pior salário. Então, realmente, os professores estão indo embora cada vez mais. Nossa preocupação é com os professores irem embora de vez,  a partir do próximo ano, com a DE na Uerj”, lamenta.

O docente destaca que, mesmo sendo uma universidade relativamente pequena, ela ocupa hoje o 15º lugar no ranking das melhores do país. 

“Trabalhamos muito duro pra isso. Para agora - por conta de R$ 20 milhões por ano, a gente perder tudo que construímos para a universidade ter a qualidade que tem”, conclui.