Tijuca terá protesto contra obras no Maracanã neste sábado

Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas questionam privatização e demolições no complexo esportivo

O grupo de cariocas que formam o Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, insatisfeitos com algumas polêmicas que envolvem obras e projetos que visam os eventos que a cidade receberá em 2014 e 2016, convocou, para as 9h30 deste sábado (01), na Praça Saens Peña, na Tijuca (Zona Norte) a manifestação O Maraca é Nosso!- Grande ato unificado contra a privatização e as demolições do Complexo do Maracanã

Segundo os organizadores, a ideia é caminhar até o Estádio Mário Filho para chamar a atenção para a intenção do governo de privatizar o espaço, onde funcionam o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare e a Escola Municipal Friedenreich. A unidade de ensino, uma referência na rede da cidade, é a quarta melhor no estado, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O projeto também prevê a demolição do prédio onde funcionou o Museu do Índio, vizinho ao Maracanã.

"Vamos pra rua mostrar o Maraca que queremos: um parque público que sirva ao esporte, à saúde, ao lazer, à cultura e à educação da população, e não a interesses de grupos empresariais", diz o manifesto que convoca a população para o ato.

Mais de 1,2 mil pessoas já confirmaram presença no evento através da página no Facebook. Alguns políticos também garantiram que comparecerão à caminhada.

"Sábado, dia 01, tem o grande ato unificado contra a privatização do Maracanã e as demolições do complexo. Praça Saens Pena, 9:30h. Eu vou!", disse o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) em sua conta no Twitter.

Colega de Freixo na Alerj, Clarissa Garotinho (PR) também utilizou a rede social para aliar-se às demandas do grupo: "Estarei lá".

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Wadih Damous, que afirmou que "o Maracanã pertence ao povo e nas mãos do povo deve permanecer" também estará no ato.