Rio faz campanha para atrair doadores de sangue no estado

Estimativa dos organizadores é atrair cerca de 2 mil doadores até o dia 28

Rio de Janeiro - Para marcar o Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado no dia 25 de novembro, o governo do Rio de Janeiro inicia na próxima quarta-feira (21) uma série de ações para mobilizar a população a doar sangue. A estimativa da campanha é atrair cerca de 2 mil doadores até o dia 28 quando terminam as atividades.

Nos primeiros dois dias, vans da Secretaria Estadual de Saúde e do Hemorio vão ficar na Cinelândia, no centro da capital, para coletar sangue. Palestras e eventos ocorrerão na sede do hemocentro, como parte dos programas Clube 25 e Jovem Salva Vidas. A programação inclui a apresentação de coral e homenagem aos destaques do ano.

Moradores dos municípios de Itaboraí e São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, também poderão participar da campanha por meio da Caravana do Doador. No dia 22, um ônibus sairá do Hospital Prefeito João Caffaro, em Itaboraí, com moradores da região até a sede do Hemorio. Ao longo do percurso, serão distribuídos folhetos sobre a importância de doar sangue. Os interessados em participar devem se inscrever na Unidade Transfusional do Hospital João Batista Caffaro pelo telefone (21) 3638-4547, ramal 229.

A diretora-geral do Hemorio, Clarisse Lobo, explicou que a mobilização foi uma iniciativa dos próprios moradores dos municípios. De acordo com ela, o hemocentro consegue atender 70% da necessidade de do estado e recebe 350 doadores por dia. Mas, segundo a diretora, o número não é o ideal. "É uma situação que temos que reverter e estes momentos são para promover a reflexão da comunidade", disse, acrescentando que o ideal é 500 doadores diários.

No último dia 11, a Central Única das Favelas (Cufa), distribuiu kits com panfletos explicativos para 80 comunidades participantes do torneio de futebol Taça das Favelas, no Parque de Madureira, na zona norte da cidade. O objetivo é incentivar a adesão de jovens e líderes comunitários ao programa Favela Sangue Bom, que irá promover grandes gincanas para abastecer os estoques dos hospitais públicos do Rio. A comunidade que conseguir convocar mais doadores será premiada com um trófeu.

INCA

Já o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no centro do Rio, também promoverá na quarta-feira uma campanha de doação de sangue. O evento terá a presença dos padrinhos da campanha, o coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus e a bailarina Ana Botafogo, além do grupo Caricatura Solidária, que distribuirá desenhos aos doadores.

A chefe do Setor de Hemoterapia do Inca, Iara Motta, alerta que o estoque de bolsas de sangue sempre diminui no fim do ano por causa das festas do Natal, do Ano Novo e das férias escolares, período em que as pessoas costumam viajar. Somente este mês, as doações caíram 30%. "Precisamos lembrar que o tratamento, as cirurgias, os transplantes continuam sendo realizados. Então, precisamos manter o estoque adequado para atender a todos os pacientes. É uma chamada de lembrança de que a gente continua atendendo", disse.

De acordo com Iara Motta, o recomendado é ter 80 doações por dia, porém atualmente o instituto recebe de 50 a 60 doações. Ela ressaltou que um doador pode salvar pelo menos três vidas. "Com as bolsas, a gente consegue multiplicar. As hemácias vão para um [paciente]. As plaquetas para um outro. Com uma única doação, a gente consegue salvar três vidas.”

O Inca atende cerca de 1,3 mil pacientes por mês. O instituto funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30, na Praça Cruz Vermelha, 23. O Hemorio funciona todos os dias, das 7h às 18h, incluindo sábados, domingos e feriados, na Rua Frei Caneca, número 8. O órgão é responsável por abastecer aproximadamente 180 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) com bolsas de sangue e hemoderivados.

Para doar sangue, é preciso ter entre 18 e 68 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e apresentar um documento de identidade oficial com foto (como carteira de identidade ou carteira de habilitação). É recomendado evitar bebida alcóolica, alimentos gordurosos e fumo nas horas anteriores à doação.