Secretário não teme que Rio perca recursos antes da Olimpíada

A aprovação do projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo no País e pode tirar recursos do Rio de Janeiro na reta final dos Jogos Olímpicos por enquanto não foi tema tratado entre o Comitê Olímpico Internacional e o Governo do Rio. De acordo com o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, não se trabalha com essa hipótese de perdas.

"O projeto de lei é inconstitucional e não temos medo", disse o secretário, ressalvando que existem muitos projetos em andamento no Estado e, caso a presidente Dilma Rousseff não vete o que foi aprovado, algumas obras vão ter que parar. "Mas nada que possa, por enquanto, afetar os Jogos Olímpicos", disse.

Fischtner disse ainda que não há problemas entre a concessão do Maracanã à iniciativa privada e à realização dos Jogos Olímpicos, já que tudo estava acertado anteriormente. Sobre o edital do Maracanã, que já foi lançado, passou por audiência pública há duas semanas, o texto final está sendo trabalhado. "Estamos acertando os últimos detalhes e tudo vai estar como deve", disse, afirmando que a demolição do Museu do Índio segue nos planos, apesar da ação civil pública da Defensoria da União.

Sobre a polêmica da redução da quantidade de assentos do Maracanãzinho, Régis Fichtner disse que existem duas possibilidade sendo estudadas para o edital. A primeira é que o ginásio seja reformado apenas após os Jogos Olímpicos, instalando lugares para alcançar o numero de 12 mil exigidos pelo COI. A segunda opção seria reformar o Maracanã imediatamente e durante os Jogos mudarem os bancos para alcançar o número estipulado pela organização.