Famílias instaladas em áreas de risco no Santa Marta serão realocadas

O Governo do Estado vai realocar famílias que moram em áreas de risco na comunidade Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio, especialmente aquelas instaladas na parte mais alta do morro, considerada de altíssimo risco, de acordo com estudo feito pela Fundação GeoRio, da Prefeitura do Rio.

A Secretaria de Obras, por intermédio da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), iniciou a construção do primeiro dos quatro prédios destinados às famílias realocadas, previstos na segunda fase das obras de urbanização da comunidade. No total, serão erguidas 64 unidades habitacionais, na área conhecida por Campo do Tortinho. Cada prédio terá quatro pavimentos, cada um com quatro apartamentos, sendo que num dos blocos o andar térreo será destinado a portadores de necessidades especiais.

O Trabalho Social do Governo do Estado já fez a identificação de 57 imóveis das áreas de risco e cadastrou 38 famílias, que poderão optar por uma das três opções para a desocupação do imóvel: alocação em uma das futuras unidades habitacionais, indenização ou compra assistida.

- A realocação tem como objetivo melhorar as condições de vida dos moradores. Ela vem acompanhada da implantação de um programa de educação sanitária, ambiental e patrimonial, além da promoção de geração de trabalho e renda na comunidade - afirmou a coordenadora geral do PAC Social 2, Ruth Jurberg.

Intervenções na comunidade de Botafogo incluem reflorestamento de áreas devastadas 

Orçada em R$ 8,77 milhões, a segunda etapa das obras na comunidade de Botafogo também inclui melhorias em 225 moradias, a construção de um centro comunitário e o reflorestamento de áreas devastadas por ocupações irregulares.A primeira etapa das obras de urbanização, no valor de R$ 38 milhões, beneficiou a comunidade com a construção de 95 novas moradias e melhorias em 211 outras; instalação de um plano inclinado com cinco estações; reforma e ampliação de uma creche com capacidade para 100 crianças; obras de infraestrutura, incluindo rede de esgoto, drenagem, distribuição de água e 1.500 ligações domiciliares; pavimentação de becos e vielas; contenção de encostas; um campo de futebol com grama sintética e áreas de lazer; e adequação e reforma do prédio para sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).