Estações de metrô no Rio serão grafitadas por alunos de escolas públicas 

O grafite vai mudar o visual de 15 estações do metrô da capital fluminense. Os desenhos serão criados pelos finalistas da Copa Graffiti, concurso a ser realizado em outubro para alunos de três escolas da rede pública, localizadas nas imediações dessas estações do metrô.

Hoje (10) mais de 30 adolescentes participam de oficina no Centro Integrado de Educação Pública Candeia, em Coelho Neto, zona norte, região com grande concentração de favelas e áreas carentes de investimentos econômicos e sociais.

Os adolescentes que se destacarem serão convidados a participar da pintura oficial do concurso. No final do trabalho será escolhido o melhor grafite, por meio de votação popular e de um júri especializado.

O grafiteiro profissional Airá Crespo, responsável pela oficina, com os Mc Grafiteiros Fael e Coé, explicou que as atividades são uma preparação para os jovens que vão participar do grafite das estações.

“Estamos fazendo uma introdução sobre a arte do grafite, ensinando técnicas de desenho, além da experimentação do uso de spray, para eles terem uma noção de como manusear essa ferramenta”, explicou o artista.

Outras oficinas estão previstas para os dias 13, na Escola Municipal Eurico Salles (Engenho da Rainha) e 20, na Escola Municipal General Osório (Acari/Fazenda Botafogo), também na zona norte.

Copa Graffiti é promovida pela concessionária MetroRio e prevê que cada equipe faça levantamento de histórias do bairro de cada estação, para que projeto retrate personagens locais, características ou fatos marcantes de cada uma das regiões.

Crespo contou que a primeira oficina de grafite aconteceu no mês passado na Pavuna, na Escola Municipal Escultor Leão Velloso, e contou com a participação de mais de 40 adolescentes.

“Muito legal poder promover essa arte nas escolas e criar não apenas profissionais, mas também multiplicadores dessa ideia e dessa arte nas comunidades”, comentou o grafiteiro que há 13 anos trabalha com essa forma de expressão artística e espera que o grafite provoque uma transformação nesses alunos como fez com ele.

“Assim como eles [alunos], sou da zona norte, sem muitas opções culturais no meu bairro. O grafite promoveu uma mudança completa na minha vida, me introduziu no universo das artes e isso ampliou meus horizontes. Hoje tenho uma profissão que me realiza. Por isso, nossa expectativa é sensibilizar a galera através da arte para novas perspectivas”.