Grevistas da Uerj aprovam nota do reitor

Fim da paralisação está sujeita à definição de prazos para propostas de Vieiraalves

As negociações entre a reitoria e as categorias em greve da Uerj avançaram hoje (5), após análise da nota assinada pelo reitor Ricardo Vieiralves, se comprometendo a solucionar algumas das pautas dos grevista. O documento foi entregue aos grevistas nesta terça-feira(4). Esta semana os professores decidiram suspender a greve por 10 dias e na próxima segunda-feira (10) é a vez dos técnicos realizarem assembleia que decidirá pelo encerramento ou não da paralisação.

Embora a nota tenha sido bem recebida, as categorias estão apreensivas em função da ausência de um prazo para honrar os compromissos assumidos pelo reitor. “A proposta é boa, o problema é que não tem prazo. Se não tiver um compromisso pontual dificilmente será aceita. Mas tentaremos mudar isto até segunda”, adianta o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais, Jorge Gaúcho.

Gaúcho diz que apesar de ser possível retomar as aulas com os técnicos ainda em greve, a unidade da categoria é fundamental para o bom funcionamento da universidade, já que estão em jogo as mais variadas funções. “Até o giz que é posto nas salas", lembra.

Na segunda-feira(3), os professores da universidade decidiram em assembleia suspender por dez dias a greve, depois de o governo ter posto o fim da paralisação como condição para encaminhar o projeto de lei relativo ao plano de Dedicação Exclusiva (DE) aos professores. A decisão frustrou os técnicos que insistiam pela continuidade do movimento, uma vez que não havia sido apresentada proposta à categoria. 

A Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj) lembra ainda que a suspensão da greve não implica em retorno imediato às aulas. Em nota, eles informaram que o calendário acadêmico continua suspenso e os professores substitutos, responsáveis por grande parte da carga horária docente na universidade, permanecem sem renovação dos contratos.

Os grevistas cobram melhores condições de trabalho, reajuste salarial de 22% e regime de dedicação exclusiva para os professores. Os alunos, por sua vez,  buscam aumento da bolsa-auxílio, além de novos restaurantes universitários.