Despejo de óleo em rio da Baixada Fluminense pode dar multa de R$ 50 mi 

Uma grande operação para identificar, multar e até fechar indústrias responsáveis pelo despejo de óleo no Rio Calombé, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi realizada nesta terça-feira pela Secretaria de Meio Ambiente do município. As multas variam de R$ 50 mil a R$ 50 milhões.

O município abriga a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que tem em seu entorno uma grande cadeia produtiva, com depósitos de gasolina, de combustível, garagem de carretas e outras atividades relacionadas ao ramo do petróleo.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Duque de Caxias, Samuel Maia, algumas empresas já foram identificadas. Segundo ele, será feita uma operação "pente fino" em todos os empreendimentos suspeitos.

"Há mais de dois anos estamos cobrando do Inea Insituto Estadual do Ambiente e da Secretaria Estadual do Ambiente uma posição. Nós vamos atuar com a força da lei contra essas empresas que estão cometendo crime ambiental. É competência do estado tomar conta dos rios, córregos e canais", disse.

"Com o despejo de óleo nas águas do rio tem acontecido a combustão, além da poluição do ar, com a emissão de um odor muito forte de combustível", completou.

Cerca de 200 famílias que vivem nas margens do rio relatam casos de falta de ar e alergias constantes. Maia disse que vai pedir que a Secretaria Municipal de Habitação faça o cadastramento de todas as famílias no Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

"É preciso dar casas descentes para essas pessoas. Elas não podem morar dentro do rio, ou em uma faixa de segurança menor de 30 metros, dependendo do córrego. Essas não são condições humanas de viver", declarou o secretário.