Reforma da Biblioteca Pública do Estado será concluída em dezembro

A Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, na Avenida Presidente Vargas 1.261, no Centro, vai reaparecer novinha em folha dentro de poucos meses. A reforma completa do prédio deve terminar em dezembro. E ainda vai ganhar dois anexos: um prédio será o centro administrativo e o outro abrigará um auditório multiuso com capacidade para 200 pessoas, um restaurante panorâmico e uma biblioteca infantil.

A reforma, executada, em parceria com a Secretaria de Cultura, pela Empresa de Obras Públicas (Emop), órgão da Secretaria de Obras, num total de quase 13 mil metros quadrados de área construída, prepara a instituição para se tornar a matriz do projeto que tem a finalidade de transformar as tradicionais bibliotecas em espaços multiuso e atrair ainda mais o interesse da população para a leitura e a cultura em geral.

As obras dos anexos estão avançando, mas a recuperação do prédio principal praticamente tem cerca de 90% de serviços concluídos. O edifício manteve a fachada e a estrutura originais, inclusive a cúpula, que sempre foi a marca registrada do local, mas mudou completamente por dentro, ganhando novas divisões, com a construção de lajes e escadas, e novas instalações elétricas e hidráulicas.

- No momento, estamos construindo mobiliários especiais, como bancadas circulares, instalando sistemas de automação e fazendo os acabamentos finais - afirmou o gerente de obras da Emop, o engenheiro Henrique Velloso.

Orçadas em R$ 43 milhões, as obras estão sendo executadas dentro de normas de construção sustentável que a credenciam a se tornar a primeira da América Latina a ganhar o selo Ouro, a mais alta certificação concedida pelo sistema LEED (Leardership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council Brasil (GBC), concedido a empreendimentos que apresentam alto desempenho ambiental e energético, em atendimento aos padrões internacionais. A reforma já alcançou a certificação Prata.

- Para conseguir a certificação, é necessária a adoção de um conjunto de soluções para a economia de recursos naturais, tanto na execução das obras em si, como o reaproveitamento de materiais de construção e de resíduos sólidos, quanto na operação do prédio depois de pronto - sintetizou o presidente da Emop, Ícaro Moreno Júnior.

As instalações elétricas preveem o uso de lâmpadas de baixo consumo. Também foram instalados modernos sistemas de ar-condicionado e de automação que economizam energia, assim como colocadas células fotovoltaicas para produção de energia solar, o que permitirá uma economia de 15% nos gastos energéticos de toda a biblioteca.

Os vidros, que substituem as antigas venezianas, são especificados para se ter menos troca de calor e maior eficiência energética no interior dos prédios e a criação de um teto verde tem a finalidade de minimizar o impacto dos raios solares. Também foram instalados sistemas de reuso de água e de reaproveitamento da água da chuva e todos os pisos usam madeiras certificadas, entre outros itens ecologicamente corretos que contam pontos para a certificação.

A acessibilidade em todo o complexo é garantida através de rampas e elevadores, que darão conforto e tranquilidade aos portadores de necessidades especiais e a idosos. Os usuários ainda contarão com uma área de circulação entre o prédio principal e os dois anexos, circundando um espelho d´água.