Polinter apresenta braço direito do chefe do tráfico do Complexo da Maré

Ricardo Fiszpan foi preso na noite de segunda-feira, em Ramos

A Delegacia de Capturas - Polinter, do Andaraí, apresentou nesta terça-feira o traficante Ricardo Fiszpan, de 36 anos, da comunidade Nova Holanda, do Complexo da Maré. Conhecido como “Soldado”, o criminoso, que carregava sempre com ele um fuzil 762, era braço direito do chefe do tráfico do Complexo da Maré, Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o “LC”. 

O “Soldado” foi preso por volta das 23h desta segunda-feira, na casa de familiares, em Ramos, na Zona Norte do Rio. Ele se escondia desde a ocupação da comunidade pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope).

De acordo com o delegado titular da Polinter Rafael Willis Fernandez, na residência estavam apenas a sua companheira, que deixou os policiais entrarem alegando que não havia ninguém, e o criminoso, que se encontrava escondido embaixo de uma cama com no máximo um palmo de altura.

Fiszpan era procurado há anos pelas polícias militar e civil, pois estava foragido desde 13 de abril de 2007, quando fugiu depois de receber o benefício para cumprir regime semiaberto.

Contra o traficante havia dois mandados por roubo: um da 5ª Vara Criminal de Niterói, expedido em 2004; e outro em 2007, expedido pela VEP (Vara de Execução Penal), quando ele não retornou à prisão, no regime semiaberto.

Segundo a Polinter, ele também pode ter participado de um assalto a uma joalheria do NorteShopping, ocorrido em 11 de outubro de 2011, onde um idoso que entrava no estacionamento do shopping morreu baleado na troca de tiros entre seguranças e bandidos.  Ainda conforme Willis, Ricardo também vai ser investigado sobre um possível envolvimento em um assalto na Zona Norte do Rio, onde um policial foi morto no confronto.          

Já a respeito das suspeitas de que ele estaria planejando ataque às UPPs do Rio de Janeiro, ou que teria participado do ataque no Complexo do Alemão, o delegado não quis se manifestar, alegando que não há confirmação de nenhuma das duas informações. As assessorias de imprensa da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro também negaram o fato.