Não ficasse no Leblon, o canal seria um valão

Para AmaLeblon, promessas de melhorias pela Prefeitura foram esquecidas

As promessas feitas em 2001 pela prefeitura de recuperação do canal da Avenida Visconde de Albuquerque, no Leblon, não foram cumpridas. Está é a acusação feita pela presidente da Associação de Moradores e Amigos do Leblon (AmaLeblon), Evelyn Rosenzweig, que apontou como responsável pela omissão o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto da Silva. De acordo com a representante dos moradores, a Secretaria de Obras do Município havia se prontificado a iniciar a limpeza e a dragagem do curso d'água em dezembro último.

"Até hoje nada foi feito", afirmou. "As paredes do canal estão caindo aos pedaços. Ele está cada vez mais raso. Quero ver como será com a próxima chuva. O pior é que não há projeto ou licitação aberta para dar conta deste problema. Se fosse em qualquer outro ponto da cidade o canal seria chamado de valão, tamanha a sujeira".

Para quem anda pela margem do canal, chama a atenção o estado das calçadas e os diversos pontos de má conservação das paredes laterais. Em alguns pontos, como em frente à Praça Baden Powell, o assoreamento do curso do canal salta aos olhos. Apesar da água aparentar transparência, toda sorte de lixo é facilmente visualizada. Pior para uma garça que 'pescava' calmamente por ali.

Moradora na Avenida Visconde de Albuquerque há 21 anos, a dona de casa Tânia Maciel, de 75, disse que esgoto in natura é despejado no canal em frente a sua casa, na altura da Rua Leôncio da Costa.

"É horrível, um fedor insuportável. Em dias de sol forte o cheiro piora e mau dá pra passar por aqui", lamentou a pedestre. "Esse canal tinha tudo para ser melhor, fica em uma área nobre, de metro quadrado caríssimo. Mas não é assim. Colocaram um reboco em algumas partes do canal, de material péssimo, bem chinfrim".

Procurada, a Secretaria Municipal de Obras, através da Rio-Águas, não se manifestou sobre a acusação até o fechamento desta matéria.