Comitê do Parlamento sueco conhece serviço público de saúde do Rio

Um grupo com 25 membros do Comitê de Saúde e Bem-Estar do Parlamento Sueco visitou unidades públicas de saúde estaduais e municipais do Rio de Janeiro. Com o objetivo de ver de perto o trabalho realizado por instituições públicas em países em desenvolvimento, o grupo conheceu o Rio Imagem – centro de diagnóstico por imagem da Secretaria de Estado de Saúde (SES) –, a UPA Copacabana, a Clínica da Família do Catumbi e a Coordenação de Emergência Regional Professor Nova Monteiro, no Leblon.

- Esta é uma ótima oportunidade de termos contato com um pouco da excelência da saúde pública sueca, modelo que gostaríamos muito de aprender sobre. Os participantes do comitê terão a oportunidade de visitar eixos da atenção à saúde no estado e ver como funcionamos. Tenho orgulho de termos um sistema de saúde pública universal, onde 200 milhões de brasileiros têm acesso de forma gratuita, igualitária e integral. Vivemos uma situação grave de financiamento nessa área, apenas 3,5% do PIB é aplicado em saúde e o investimento per capita é de somente 300 dólares por ano, metade do que Chile e Argentina aplicam, por exemplo. Mas mesmo com essas dificuldades, o SUS é responsável por todas as ações consideradas de alta complexidade, custeia praticamente 100% dos transplantes, entre muitas outras ações. É um grande desafio oferecer saúde de qualidade com poucos recursos, mas esperamos que com as visitas vocês possam entender o que estamos fazendo e trocar experiências – discursou o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes.

Na Suécia, segundo a chefe do comitê, Lena Hallengren, todos os cidadãos também têm direito ao serviço de saúde pública, mas alguns procedimentos, mesmo que a preços módicos, são cobrados, como consultas, internação, remédios. - Queremos compreender como funciona o sistema. Me agrada saber que o atendimento em saúde não é fragmentado, mas me intriga entender como se consegue isso em um país com dimensões tão grandes como o Brasil. Pra se ter uma ideia, um posto de saúde na Suécia atende cerca de 2 mil habitantes, então os médicos conhecem o histórico de cada paciente, que são atendidos pelo nome. Só que nós temos apenas 288 municípios em todo o país e vocês têm mais de 5,5 mil. Deve ser muito difícil, mas gostei muito do que vimos aqui – contou Lena.