Pedestres fazem travessia arriscada na Avenida 31 de Março

Muitas pessoas caminham diariamente na mureta central e correm risco de vida

Os carros que passaram hoje(08) pela avenida 31 de março e o viaduto São Pedro, ao lado do Sambódromo na Marquês de Sapucaí, viram uma cena comum no cotidiano daquela área: muitas pessoas caminhando pela mureta central da pista. O perigo e as más condições do local suscitam uma questão:  por que correr risco em um local tão pouco recomendável?

Não são poucos os que se arriscam a caminhar na mureta central da pista, nos dois sentidos. Embora reconheça o perigo que corre, Severino Argemiro diz que até hoje não foi resolvido o problema na área.

" A gente sabe que está errado. Se tropeçar aqui, já era. Se tivesse uma passarela decente ali perto da Central ou próxima ao Juizado de Menores isso não iria acontecer", opinou o morador de Santo Cristo, enquanto segurava pesadas sacolas de supermercado acompanhado por um amigo, Marcelino Ferreira, que atestou o estado no qual se encontra o viaduto. " Está tudo abandonado, não tem nenhuma fiscalização. E isso porque não são 7 da manhã ou da noite, quando isso aqui enche mesmo" declarou Ferreira.

Sobre a fiscalização, a Concessionária Porto Novo, que controla a zona portuária, declarou que " o Viaduto 31 de Março não é acessível para pedestres e não tem passeios públicos, mas devido a utilização irregular da via solicitou autorização da CET-Rio para colocar placas de travessia de pedestres proibida nas subidas do elevado. A equipe de trânsito da Concessionária realizada rondas diárias de motos  cobrindo toda a região da Operação Urbana Porto Maravilha a cada uma hora, das 6 às 20 horas, e a cada duas horas, das 20 às 6 horas".

 Haroldo André, que trabalha no Barracão da Grande Rio, atesta o principal motivo para realizar a travessia:" A gente vai por ali porque poupa tempo pra chegar na Central do Brasil, ou mesmo mais rápido em casa ou no trabalho. É o que eu estou fazendo neste momento", declarou André.A moradora de Santo Cristo, Rosa Almeida, diz que falta educação e respeito a algumas das pessoas que atravessam o viaduto entre as duas pistas, correndo sério risco de vida. Mas faz um alerta sobre as condições da passagem que existe entre o bairro e o terminal rodoviário da Central do Brasil:" Aquela passagem ali tem uma calçada muito estreita. Quando vão por ali, elas vão pela rua, que aliás não tem nem asfalto. É uma condição lamentável mesmo"