Interdição parcial da ponte gera tumulto na estação das barcas na Praça XV

Uma manifestação dos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) seguida de um incêndio em um ônibus da Viação Fagundes, por volta de 15h30, em pleno vão central, interditou parcialmente a Ponte Rio-Niterói e complicou o trânsito.

A interdição dificultou a travessia de ônibus vindos de Niterói e afetou o retorno dos moradores da cidade que trabalham no Rio de Janeiro. Quem quis voltar para casa, por falta de coletivos, foi obrigado a recorrer às barcas e enfrentou um verdadeiro caos. As filas para embarque atravessam toda a praça XV e mais dois quarteirões que a separam do Fórum. 

A advogada Mayara Barros, de 23 anos, reclamou da confusão que se formou. "Não há nenhum agente aqui para organizar e controlar o embarque. As pessoas estão furando fila deliberadamente. Na hora do embarque, quando atravessamos a roleta, há muita confusão, as pessoas estão espremidas e não tem seguranças ou quem controle o fluxo de pessoas", contou. Segundo ela, a Barcas S/A (concessionária que explora o serviço), não disponibilizou agentes, nem forneceu informações sobre a situação.

"Não sabemos se vão ter barcas e catamarãs extras, se o serviço vai ser estendido, porque se fechar no horário normal não dará vazão para a quantidade de pessoas que querem entrar. Não dá para saber nada, porque eles não falaram, nem tem alguém a quem possamos perguntar", reclamou. 

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, as Barcas S/A informaram que devido ao aumento na demanda o horário de funcionamento da linha Praça XV–Charitas será estendido para além das 21h. O Centro informou também que a demora na fila é de, em média, 30 minutos., o que os passageiros contestam.