Dono de sítio onde houve buscas por engenheira será intimado 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou neste sábado que será intimado a depor o dono do sítio onde foram encontradas roupas suspeitas de pertencer à engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida há quatro anos, no Rio de Janeiro. A corporação não soube informar, no entanto, se o homem continua desaparecido. Ontem, a juíza Ludmila Lins da Silva, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decidiu adiar a decisão sobre se os quatro policiais militares acusados irão a júri popular.

A magistrada decidiu esperar que a Divisão de Homicídios informe quais objetos foram apreendidos no sítio Vitória, no bairro do Itanhangá. A juíza também vai esperar o resultado da perícia no material coletado antes de marcar audiência para as alegações finais de defesa e acusação.

Marcos Paulo Nogueira Maranhão, Wiliam Luís do Nascimento, Fábio da Silveira Santana e Márcio de Oliveira Santos respondem ao processo em liberdade e continuam atuando como policiais militares normalmente. A família da vítima, que acompanhou a audiência, mostrou frustração com o adiamento da definição.

"Já existem provas suficientes para levar estes PMs a júri popular. Eles têm de ser julgados pela população. Nós não estamos atrás de vingança, apenas queremos justiça", disse o irmão de Patrícia, Adriano Amieiro, que também mostrou muita irritação durante a audiência quando o advogado dos réus, Nélio Andrade, perguntou ao delegado Marcos Reimão se ele sabia que a engenheira tinha envolvimento com drogas.

O caso

A engenheira Patrícia Amieiro Franco, 24 anos, desapareceu na madrugada do dia 14 de junho de 2008. Ela saiu de uma casa de shows no morro da Urca, zona sul do Rio, e seguia para a casa dos pais, onde morava, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. As imagens das câmeras de segurança mostraram o momento em que Patrícia deixou a boate. Desde então, ela nunca mais foi vista.

No ano passado, a Justiça declarou a morte presumida da jovem. Para a perícia, o veículo foi alvejado e Patrícia perdeu o controle da direção. Uma investigação da Polícia Civil concluiu que os tiros saíram de armas de PMs, que perseguiram a engenheira e atiraram porque ela não parou o carro.