Roupa achada em sítio pode ser de engenheira sumida no Rio 

Os pais da engenheira Patrícia Amieiro admitiram, na manhã desta quinta-feira (12), que as roupas encontradas em um sítio na Estrada de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, podem ser de sua filha, desaparecida desde 2008. Antônio Celso de Franco, sua mulher, Tânia Amieiro, e o filho, Antônio fizeram o reconhecimento das roupas na Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. 

"Especialmente uma blusinha roxa e lilás parece muito com a roupa que minha filha usava. A calça também é muito parecida", disse Antônio Celso, destacando contudo que ainda não é possível afirmar com convicção que se trata de roupas dela. "Há muita lama, as cores também estão comprometidas. Temos agora que aguardar a perícia para ver se há sangue", afirmou, complementando que as buscas estão sendo intensificadas. "É uma superoperação".

Desde terça-feira (10), a família acompanha as buscas pela ossada de Patrícia no sítio. Os trabalhos começaram após uma denúncia anônima. No total, cerca de 50 agentes da DH, do Ministério Publico e do Corpo de Bombeiros atuam nas buscas.

Uma denúncia anônima levou os investigadores ao sítio. Segundo a denúncia, nos fundos do sítio existiria um cemitério clandestino, onde estariam enterrados os corpos de várias vítimas de homicídios. No local foram apreendidas duas armas e um caderno de anotações sobre máquinas de bingo.

Caso Patrícia

O carro de Patrícia Amieiro foi encontrado num penhasco, na saída do Túnel do Joá, sentido Barra da Tijuca. O corpo nunca foi encontrado, mas uma perícia no veículo constatou a presença de buracos feitos por tiros.