Sequestro de bebê de Saquarema pode ter sido motivado por herança

Polícia investiga a versão de que casal acusado receberia R$ 500 mil

O sequestro do bebê de cinco dias que aconteceu na última sexta-feira (6) pode ter sido motivado por uma herança. É o que investiga a Política Militar da 124ª DP (Saquarema), que localizou o recém-nascido em uma casa em Bacaxá na tarde deste Domingo (8). O casal Altair Ferreira dos Santos e Jéssica Paulino, que estavam com o menor, foram presos.

De acordo com o delegado Luciano Coelho, uma das versões investigadas é de que o sogro de Altair teria oferecido o valor de R$ 500 mil como adiantamento da herança, se eles conseguissem ter um filho. 

Ambos negam a autoria do crime. Segundo o delegado, Jéssica alega que ficou com vergonha de contar à família depois de ter perdido um feto de três meses e por isso, o marido teria conseguido alguém que pudesse arrumar uma criança para eles. Ela diz que quando chegou em casa, no dia do sequestro, viu a criança e pensou que o amigo do marido tivesse conseguido o que havia prometido. 

Caso as suspeitas se confirmem, o casal responderá pelos crimes de sequestro e cárcere privado. 

Exoneração na Alerj

Segundo delegado, Altair é assessor parlamentar no gabinete do deputado Paulo Melo, presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) e também trabalhava na administração do Hospital Municipal Nossa Senhora Nazareth, onde o bebê nasceu.

Em nota, o deputado determinou a exoneração imediata do funcionário e disse esperar que “a Justiça atue com o rigor da lei”.

O Crime

Na sexta-feira(6), dois homens armados entraram na casa de Rodrigo Francisco dos Santos, pai do bebê, procurando um homem chamado Marcelo. Avisados de que na casa não havia nenhum Marcelo, os bandidos destruíram um cômodo e sequestraram o recém-nascido.

De acordo com a assessoria da Polícia Militar, o bebê foi achado em uma casa acompanhado do casal, que foi levado para a 124ª DP (Saquarema)

Cartazes com a foto da criança foram distribuídos pela cidade e, na manhã do domingo, amigos e familiares da criança fizeram uma manifestação no Centro de Bacaxá.  Eles pediam informações sobre a localização do bebê e empenho da polícia nas investigações. As pessoas carregavam cartazes e pediam "Justiça!".