Delegado se defende: 'conclusões foram imorais, irresponsáveis e inorportunas'

O delegado da Polícia Federal Marcelo Nogueira de Souza, acusado de participar de um esquema de violasão de túmulos em Duque de Caxias, na Baixada Flumimense, se defendeu das acusações feitas pela Polícia Civil.

O delegado federal afirmou que sua família não tem relação com as empresas de administração de cemitérios que foram alvo da "Operação Dignidade". Ele considerou as operações passadas por integrantes da Polícia Civil:

"Meu pai tem uma empresa funerária em Caxias, que não tem nada a ver com administração de cemitérios. E agora parece que tem uma empresa lá que está há seis meses. O meu pai não participa dessa empresa nem como gerente, nem como proprietário. Ele não faz parte, nem meu irmão. Isso aí é um grande absurdo, essa operação pode ter sido aparentemente legítima, mas as ilações, as conclusões e as declarações que foram feitas por alguns policiais foram imorais, irresponsáveis e inoportunas", afirmou, em entrevista ao "RJTV". 

Em resposta às declarações do investigado, a Polícia Civil afirmou ter provas que o incriminam, mas ressaltou que não pode divulgá-las, pois isso prejudicaria as investigações. Marcelo Nogueira da Silva está cedido à vice governadoria do estado, onde realiza trabalho de inteligência.