Com cenário de equilíbrio, Niterói já conhece seus candidatos a prefeito

Ex capital do estado, cidade que ainda guarda prestígio político, Niterói já conhece os seus quatro principais candidatos à prefeitura. A distribuição de forças, entretanto, se tornou instável, desde que o prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT), que sofre com baixos índices de popularidade e com processos da promotoria eleitoral por propaganda ilegal, desistiu de concorrer a reeleição. Três dos candidatos, de partido que apoiam o governador, buscaram o apoio de Sérgio Cabral.

A maior disputa ocorreu no próprio governo de Silveira. Depois de lnga queda de braço, o PDT emplacou, na quarta-feira (27),  o nome do deputado estadual e ex-secretário do governo de Cabral, Felipe Peixoto. Ficou à deriva o também deputado Comte Bittencourt, do PPS, o preferido do atual prefeito, de quem ele foi secretário municipal.

Além de Peixoto, dois outros ex-secretários do governo estadual vão participar da briga pela cadeira que Silveira ocupa hoje. O deputado Rodrigo Neves, ex-titula da secretaria estadual de Assistência Social, e o deputado federal Sérgio Zveiter (PSD) que, além de ter ocupado a pasta do Trabalho e Renda é irmão do atual presidente do TRE, Luiz Zveiter, que chegou a pedir voto para Sérgio, na campanha à Câmara Federal. 

Correndo por fora sem maiores apoios está o PSOL com o candidato Flavio Serafini. Ele foi alçado à função de candidato após que o deputado estadual Marcelo Freixo, niteroiense de berço, trocou seu domicílio eleitoral para o Rio, onde concorrerá à prefeitura. 

Rodrigo Neves, que atualmente lidera as pesquisas eleitorais, conseguiu valioso trunfo na disputa: recebeu o apoio do PMDB e do PV. Com isto, vai ter ao lado não apenas o senador petista Lindbergh Farias, como do governador. Curiosamente o senador do PT promete, nas eleições de 2014, disputar contra o candidato de Cabral, ao Palácio Guanabara.

Mesmo com dois outros ex-secretários de sua gestão disputando o cargo, o governador apoiará Neves como parte de um grande acordo com o PT para as eleições deste ano. Em contrapartida, por exemplo, oficialmente os petistas farão campanha por Paes. A presença de Cabral e o vice-governador Pezão na convenção petista, na noite de quarta-feira (27), fez parte deste acordão. 

 Zveiter também postulava o apoio de Cabral, mas acabou tendo que se aliar justamente com os partidos de oposição ao governo do estado, formando uma coligação com DEM, PSDB e PTB. Fontes próximas ao deputado federal afirmam que na campanha ele baterá na tecla da antiga e grande amizade da família Zveiter com o governador, para justificar que não ficará órfão, caso eleito. O candidato do PSD ainda tem outros trunfos no seus currículo político: já serviu aos governos estadual de Rosinha Garotinho e municipal de Roberto Silveira, quando ainda era do PDT.

Único partido de oposição a lançar candidatura própria, o PSOL contava inicialmente com Freixo, deputado estadual mais votado na cidade nas últimas eleições. Valeu mais,porém, o fato dele também ter tido excelente votação na capital. Assim, foi lançado para disputar com Paes, do PMDB.

Outra opção da legenda, o ex-vereador Paulo Eduardo Gomes preferiu disputar uma vaga na Câmara Municipal da cidade. Isso levou os socialistas em Niterói a lançarem Serafini, ex-presidente do diretório municipal. De acordo com Janira Rocha, presidente estadual do partido, o apoio de Freixo será importante para alavancar a candidatura:

"Era natural a candidatura do Freixo em Niterói, mas como o partido o chamou para cumprir essa missão aqui no Rio, realizamos um intenso debate na cidade para encontrar outro nome. Óbvio que o Freixo é candidato aqui na capital e a campanha vai ser pesada, mas ele vai dedicar parte de seu tempo aqui em Niterói, pois tem muito carinho pela cidade", garantiu.