MP denuncia 32 acusados de integrar máfia de transporte ilegal no Tom Jobim

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio do promotor de Justiça Sauvei Lai, da 30ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, ofereceu denúncia à Justiça contra 32 pessoas acusadas de integrar um esquema de máfia de transporte ilegal de passageiros no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, na Ilha do Governador. Também foi requerida a prisão preventiva de alguns dos acusados.

A investigação remetida ao MPRJ e que deu origem à denúncia foi realizada pela Polícia Civil, com a ajuda da Polícia Militar e da Guarda Municipal. De acordo com a denúncia, subscrita pelo Promotor de Justiça Sauvei Lai, o esquema de atividades ilegais possui organização sofisticada com prévia divisão de tarefas específicas e de áreas geográficas de exploração, atuando os denunciados como uma verdadeira máfia, geradora de diversas infrações penais.  

Das 32 pessoas denunciadas, 15 atuavam ou continuam atuando como “jóqueis”, aparentando serem empregados credenciados e autorizados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), permanecendo nos saguões de desembarque dos terminais do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, abordando indevidamente os passageiros e oferecendo serviço de táxis irregulares. Em troca, recebiam, e alguns continuam recebendo, em média R$ 10 por corrida.  A denúncia narra ainda que, além destas, oito pessoas agiam ou continuam agindo como taxistas “piratas”, usando veículos particulares para o transporte ilegal de passageiros, como se a atividade fosse regular.  

Segundo a denúncia, os acusados estacionavam os veículos no Aeroporto Internacional e abordavam pessoalmente os passageiros ou utilizavam o serviço ilegal dos “jóqueis”. Outros nove denunciados trabalhavam ou continuam trabalhando como taxistas “bandalhas”, conduzindo táxis registrados na Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), porém, sem possuir credenciamento da INFRAERO que permite a parada na área do aeroporto ou que o motorista dê a volta em torno dos terminais em busca de passageiros, podendo apenas desembarcar ou embarcar cliente previamente ajustado. 

Sauvei Lai destaca a importância do desmantelamento da máfia que atua no aeroporto. “Trata-se de local sensível, essencialmente por estarmos às vésperas de eventos importantes para o país como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O Brasil será avaliado pelo cenário internacional e precisa reforçar sua credibilidade e capacidade organizacional”.