Cabral diz que UPPs mudam a vida das pessoas

Os complexos do Alemão e da Penha iniciam nesta quarta-feira (18) uma nova era no processo de paz, ao ganhar as duas primeiras de oito Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Até novembro de 2010, essas comunidades viveram, durante décadas, sob influência da criminalidade. Com a presença do governador Sérgio Cabral, foram instaladas, respectivamente, na Fazendinha e em Nova Brasília, a 20ª e 21ª UPPs do Rio. 

A cerimônia, que aconteceu na Praça Muiraquitã, também contou com a presença do vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, do secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, e do Comandante Militar do Leste, general Adriano Pereira. 

Durante a instalação das UPPs, Cabral relembrou os dias de preparação do Governo do Estado para ocupar os complexos do Alemão e da Penha, em novembro de 2010, quando contou com o auxílio das Forças Armadas e das polícias Federal e Rodoviária Federal. O governador ressaltou que a inauguração das unidades nas duas primeiras comunidades da região significava também um momento de agradecer a ajuda que recebeu de todos os níveis de governo para que a missão obtivesse êxito. 

- Foi uma ação conjunta e a população já está vendo a mudança. As UPPs não convertem as comunidades em paraísos de uma hora para outra, mas mudam a vida das pessoas. Com segurança, elas passam a ter tranquilidade para viver e no ir e vir de seus filhos. Conflitos sempre existirão, eles estão presentes também nos bairros, e são da natureza humana. Quando o Estado se encontra presente, a realidade torna-se bastante diferente. Vamos continuar até completar o planejamento feito para que o Alemão e o Rio de Janeiro sejam pacificados - disse Cabral.

De acordo com o coronel Rogério Seabra, comandante das UPPs, o diálogo com as comunidades, daqui para a frente, será a tônica da atuação da Polícia Militar. Seabra afirmou também que as próximas duas UPPs a serem instaladas na região serão a do Alemão e do Adeus/Baiana.

- A gente chega para colaborar com o processo de pacificação. Temos técnicas e táticas a serem implementadas, mas efetivamente viemos pelo diálogo para ajudar a consolidar a paz nessas comunidades. Isso pode ter desagradado a algumas pessoas, mas elas não representam o sentimento de milhares de moradores do Alemão - afirmou o coronel.