Novo vazamento de óleo no litoral do Rio será discutido em audiência

As comissões  de Minas e Energia e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizam hoje audiência pública sobre o impacto do novo acidente ambiental ocorrido no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

O debate foi proposto pelos deputados  Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), Fernando Jordão (PMDB-RJ), Fernando Torres (PSD-BA) e Domingos Sávio (PSDB-MG).

Em novembro do ano passado,  já havia ocorrido um vazamento de óleo na região, que é uma área de responsabilidade da companhia petrolífera americana Chevron.

No  mês passado, foi detectado um novo vazamento no local, causado por uma rachadura no fundo do mar com cerca de um km de extensão. Esse novo ponto está localizado a 3 km de distância do poço da Chevron, que foi selado em novembro após o vazamento de cerca de 2,4 mil barris de petróleo.

“Queremos debater e encontrar maneiras de minimizar os prejuízos ambientais”, afirmou Fernando Torres.

Foram convidados para o debate:

- o presidente da Chevron Brasil, George Buck,

- a diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard,

- o coordenador de Atendimento a Emergências Ambientais do Ibama, Marcelo Neiva Amorim;

- o delegado Fábio Scliar, chefe da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal;

- o procurador da República no município de Campos dos Goytacazes (RJ) Eduardo Santos Oliveira;

- o professor David Man Wai Zee, da Faculdade de Oceanografia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); e

- representantes dos ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia e do 1º Distrito Naval da Marinha do Brasil.

Pedido de desculpas 

Em audiência pública no ano passado, na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, o presidente da Chevron no Brasil, George Buck, pediu desculpas aos brasileiros pelo acidente.  Ele afirmou que o vazamento de petróleo foi provocado pela perfuração de poço em uma zona em que a pressão era maior que a esperada.

No primeiro acidente, o Ibama aplicou multa por dano ambiental de R$ 50 milhões à Chevron. Na semana passada, o Ibama notificou a Chevron para que sejam apresentadas informações detalhadas sobre o impacto ambiental causado pelo novo vazamento no Campo de Frade.