Alimentos contaminados pela enchente devem ser descartados 

A Vigilância Sanitária de Teresópolis está atenta aos estabelecimentos comerciais atingidos pelo alagamento que afetou o centro da cidade e vários bairros nesta sexta-feira, principalmente os que vendem produtos alimentícios. Todo artigo que entrou em contato com a água contaminada da enchente deve ser descartado imediatamente, mesmo os embalados e que aparentam estar em condição de reaproveitamento. 

“Os alimentos que tiveram contato com a água oriunda da chuva da enchente devem ser descartados, não podem de maneira nenhuma ser reaproveitados. Os comerciantes não podem fornecer esse alimento à população, nem mesmo gratuitamente. Essa medida visa prevenir surtos diarréicos e de outras patologias que podem advir do consumo desses alimentos potencialmente contaminados”, alerta o secretário municipal de Saúde, Carlos Otávio Sant’Anna. 

Vacinação 

O secretário de Saúde explica que não há obrigatoriedade de vacinar as pessoas que tiveram contato com a água da enchente, desde que elas estejam com a carteira de vacinação em dia. A equipe de imunização da Secretaria de Saúde está apenas atualizando a cobertura vacinal da população. 

“Não é pelo fato de ter contato com a água das chuvas que existe a obrigatoriedade de fazer vacina. Estamos avaliando a carteira nacional de vacinação. As pessoas que estão com sua carteira em dia não precisam ser imunizadas”, garante. 

Entretanto, Carlos Otávio orienta as pessoas a tomarem cuidado ao limparem suas casas ou estabelecimentos comerciais. “Evitem o contato com a água da enchente. Quem está fazendo limpeza deve utilizar botas, luvas ou, pelo menos, um saco plástico envolvendo o calçado”, aconselha, acrescentando que quem teve contato direto com essa água e que apresentar sintomas como diarréia, vômito e febre devem procurar as unidades de emergência do município, como a UPA, no Bom Retiro, e a Unidade de Saúde 24 horas Dr. Eitel Abdalla, no bairro de São Pedro. 

Em relação à leptospirose, doença causada através do contato com a água contaminada pela urina do rato, o secretário Carlos Otávio explica que os sintomas surgem de quatro a cinco dias depois. “Os principais sintomas são dor forte no corpo, principalmente localizada na panturrilha, ou batata da perna, febre e vômito. Basta procurar uma unidade de saúde para o atendimento médico. Não é necessário nenhum tipo de vacina para essa patologia”.